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23 de setembro de 2026

Talvez eu só queira ir embora por causa do calor!

Há dias em que o calor parece ocupar todos os espaços.


A casa fica quente, o corpo fica cansado e até as coisas mais simples parecem exigir um esforço maior. A gente olha para o céu esperando uma mudança, uma nuvem mais carregada, qualquer sinal de que o tempo finalmente vai amenizar.


Por aqui, tivemos apenas uma chuva.


Foi rápida, quase uma promessa. Molhou o chão, trouxe aquele cheiro gostoso de terra molhada e, por algumas horas, deixou no ar a sensação de que talvez os dias quentes finalmente fossem dar uma trégua.


Mas não deram.


O calor voltou, e com ele voltou também aquele pensamento que tem aparecido cada vez mais na minha cabeça: e se eu fosse embora?


Não é exatamente vontade de fugir de tudo. Talvez seja apenas vontade de experimentar outro lugar. Uma cidade onde o clima seja mais ameno, onde seja possível abrir a janela pela manhã e sentir um vento fresco entrando pela casa.


Tenho pensado nisso mais do que gostaria de admitir.


Talvez seja apenas o calor falando mais alto.

Ou talvez o calor esteja apenas dando voz a pensamentos que já estavam aqui.


A verdade é que existe uma espécie de cansaço que não é somente físico. É aquele cansaço de permanecer sempre no mesmo lugar, olhando para as mesmas paisagens, vivendo a mesma rotina e imaginando como seria começar de novo em algum outro canto.

E talvez seja por isso que essa ideia de ir embora tenha encontrado tanto espaço nos meus pensamentos.


Não sei se eu realmente partiria. Não sei para onde iria. Também não sei se uma mudança de cidade resolveria aquilo que, muitas vezes, carregamos conosco.


Mas tenho pensado.

E talvez pensar em ir seja, antes de tudo, uma maneira de lembrar que ainda existem caminhos possíveis.

Enquanto isso, continuo aqui, esperando outra chuva.


Uma chuva de verdade, dessas que chegam devagar, refrescam o ar e fazem a gente respirar fundo.

Quem sabe ela venha.

E quem sabe, quando vier, eu também descubra se o que eu quero mesmo é apenas um pouco de frio...

Ou se, no fundo, estou desejando uma mudança muito maior.


6 de setembro de 2026

A gentileza de uma manhã comum

Existem manhãs que chegam devagar. A casa ainda está silenciosa, o dia começa a clarear pela janela e, por alguns minutos, tudo parece estar exatamente onde deveria estar. O café começa a perfumar a cozinha, uma brisa atravessa o ambiente e somos convidadas, ainda que sem perceber, a simplesmente existir.


São nesses pequenos momentos que encontro uma paz tão linda.


Tenho pensado muito sobre como a vida é feita de coisas aparentemente simples. Uma manhã tranquila. O cheiro do café. Uma música antiga tocando baixinho.  Uma conversa que nos faz sorrir. O silêncio depois de um dia cansativo.


Talvez a felicidade nunca tenha sido feita apenas dos grandes acontecimentos. Talvez ela more mesmo nos detalhes que quase sempre deixamos passar.

Mas também existem os pensamentos.


Aqueles que chegam sem serem convidados e ocupam espaços demais dentro de nós. Pensamentos que nos lembram dos erros, das escolhas que poderiam ter sido diferentes, das palavras que gostaríamos de não ter dito e dos caminhos que não conseguimos percorrer. E, às vezes, somos duras demais conosco.


Curiosamente, aprendemos a ser gentis com tantas pessoas. Compreendemos as dores dos outros. Perdoamos seus atrasos, suas falhas, seus silêncios. Tentamos oferecer palavras de conforto quando alguém está perdido.


Mas quando somos nós a precisar de compreensão, parece que toda a gentileza desaparece. Estava aqui pensando quantas vezes eu me cobrei por não ter conseguido fazer tudo. Quantas vezes me senti culpada por estar cansada!


E isso traz uma reflexão necessária. Você que está lendo esse post. Quantas vezes olhou para si mesma com uma severidade que jamais usaria com alguém que ama? Foi fazendo essa pergunta pra mim mesma que aprendi que preciso guardar um pouco da minha gentileza para mim também.


Não posso entregar toda ela ao mundo e deixar minhas próprias mãos vazias. Preciso me permitir errar, descansar, recomeçar, mudar de ideia, sentir saudade, sentir tristeza. E, ainda assim, continuar acreditando que estou fazendo o melhor que posso com a vida que tenho agora.


Nem todos os dias serão leves. Algumas manhãs serão silenciosas demais. Algumas tardes carregarão pensamentos difíceis. E haverá momentos em que tudo dentro de nós parecerá uma grande tempestade. Mas tempestades também passam. A chuva leva algumas coisas.


E hoje, apreciando essa manhã bonita de domingo. Eu só quis preparar um café. Observar a luz entrando pela casa. E lembrar que, apesar de tudo, ainda estou aqui. Ainda existem novos caminhos. Novas manhãs.


E talvez a maior gentileza que eu possa me oferecer hoje seja parar de exigir tanto de mim mesma. Afinal, também mereço receber a mesma delicadeza que tantas vezes ofereço aos outros. Porque a vida pode ser difícil, confusa e, em alguns momentos, profundamente melancólica.


Mas ainda existem manhãs bonitas. E lembrar que nem tudo está perdido.


3 de maio de 2026

Silêncios que Acolhem, Afetos que Chegam!

Encontro bastante facilidade em equilibrar as idas ao campo e os momentos de solitude. Eu sei que preciso dos dois, mas parece que sempre acabo pendendo mais para um lado: ou fico exausta, ou mal-humorada. E não é só essa falta de equilíbrio que tem me atravessado. Grande parte disso vem da responsabilidade de estar mais presente, cuidando da minha mãe já idosa, o que naturalmente me puxa para uma rotina mais recolhida. Ainda assim, abril me levou de volta ao campo e, de certa forma, a mim mesma.


Entre os cuidados com minha mãe, as idas ao mercado e os compromissos de sempre, consegui estar no campo três vezes ao longo do mês. Pode parecer pouco, mas, para mim, foi muito. Cada ida carrega um misto de dever e afeto, de cansaço e pertencimento.


Teve um sábado em que eu até tinha pensado em fazer algo diferente, mas acabei indo para lá mesmo. E, no fim, foi o melhor que poderia ter feito. Enquanto cuidava da minha mãe, entre um gesto e outro, encontrei pequenos intervalos de silêncio só meus. Caminhei pelo mesmo chão de terra que um dia percorri quando criança, senti o cheiro das árvores, ouvi os sons antigos daquele lugar.


Fiquei ali, entre memórias e presença, escrevendo, observando, deixando o tempo passar mais devagar. E foi nesse encontro entre o que fui e o que sou que lembrei que ainda existo para além das responsabilidades. Que ainda sou, profundamente, humana.


Era Páscoa. E, como se abril tivesse decidido me surpreender, houve também um reencontro inesperado desses que acontecem pelas vias silenciosas do virtual, mas que chegam carregados de verdade. Uma conversa que começou despretensiosa e, aos poucos, foi ganhando corpo, cumplicidade, afeto. Palavras que acolhem, risos compartilhados mesmo à distância, uma leveza que há tempos eu não sentia.


No meio de tanta rotina, cuidado e lembrança, esse reencontro trouxe um sopro novo. Uma espécie de companhia que não invade, mas soma. Que não exige, mas se faz presente. E, de algum jeito, me lembrou que, mesmo em fases mais recolhidas, a vida ainda encontra formas bonitas de florescer.

18 de maio de 2025

C-Oraçãoes que a Terra Guarda!


Sempre amei espaços abertos, como as clareiras na floresta, onde a luz do sol entra com força e a mente pode respirar. 

O sol já despontava tímido quando pisei a terra ainda úmida, sentindo sob minhas botas encharcadas de barro a sensação viva do chão.

Na mão uma ferramenta como quem aprendeu a conversar com a natureza, ela se dobrava sobre a terra para tratar a colheita. 

E, entre uma tarefa e outra, ela se perdia em pensamentos — lembranças de tempos antigo que parecia nunca ter passado de verdade... agora morava apenas em suas saudades.


Às vezes, sentia o vento tocar seu rosto como um afago esquecido, como se fossem mãos conhecidas tentando alcançá-la através do tempo.
Era nesses momentos que a solidão parecia mais densa, mais real.
Mas ela não chorava.  Apenas amava em silêncio.



Nesse trabalho no campo, eu amava as ervas que guardavam segredos antigos.


Cada planta parecia me reconhecer, como velhos amigos silenciosos. Enquanto minhas mãos trabalhavam, minha mente vagava. Lembrei dos olhos que um dia me olharam com tanta ternura. Lembrei das palavras que ficaram presas no vento, das despedidas que nunca soube dizer.


É estranho como o amor ainda mora em mim, mesmo depois de ter partido há tanto tempo. Tenho colhido saudades todos os dias. 


O campo é minha casa e meu consolo.
Palavras abertas, de alma exposta. Talvez você também se identifique com elas. Se sim, compartilhe o que pensa. Talvez possamos, juntos, aprender a deixar ir. 🌿









9 de maio de 2025

Um texto para mim!

Há muitos que a olharam depressa demais!

Ela passa todos os dias pelas mesmas ruas, com pensamentos firmes e silenciosos, como quem aprendeu a carregar o mundo nos ombros sem fazer alarde.


Entre o trabalho e a casa, a vida corre no ritmo dela — sem pressa, mas sem pausas.
De manhã, ela veste seu uniforme invisível de guerreira: sorriso no rosto, coração cansado, olhos atentos.
No trabalho, é força, é presença, é responsabilidade. Em casa, é apoio, é colo, é história contada baixinho, é remendo e esperança.

Na porta da escola, o filho a espera com a alegria que só uma criança tem, e por ele, ela se reinventa todos os dias.
Nas horas em que o silêncio ocupa os espaços vazios da casa, ela se sente sozinha às vezes, mas nunca fraca.
Sua solidão não é falta — é escolha, é proteção, é caminho próprio.
Ela sabe que tem batalhas que são só dela. E está tudo bem.

Entre uma tarefa e outra, ela sonha em silêncio.
E, mesmo sem testemunhas, constrói uma vida feita de amor, resiliência e pequenos milagres cotidianos.

Ser só, nunca significou ser menos.
Ela é inteira. Mesmo quando o mundo esquece de olhar.

Ela divide seus dias entre o trabalho que cansa e o filho que ilumina.
À noite, quando a casa silencia, sente o peso da solidão escorrendo pelas frestas.
Há um vazio que nem o amor preenche, mas ela segue — porque parar nunca foi uma opção.
No fundo dos olhos cansados, ainda mora uma luz pequena, teimosa, que insiste em não se apagar.

Ela floresce 🌸 no invisível.
Inteira. Sempre. 🌿 




 

3 de março de 2024

O Poder da Determinação: Uma Jornada de Superação Pessoal


Parece que finalmente após o turbilhão que foi 2023, a vida está entrando nos eixos. Eu sei que atrair coisas estressantes e a vida respondeu grosseiramente com problemas consideráveis ​​e contínuos que afetaram a minha saúde mental. Eu estava em uma espiral, catastrofizando qualquer coisa. 


Foram dias difíceis. Eu lutava para que o dia e os meses passassem rápido, pois eu tinha fé que tudo aquilo que eu vivenciava naquele momento era passageiro e tudo era apenas uma questão de tempo.


E passou!


Reajustei minhas velas, resisti à tempestade e cheguei à terra firme novamente. Cá estou, contando mais uma história de superação. Tudo começou a melhorar ainda na primavera. Escolhi um cantinho de oração em meu quintal, onde eu senti o sol no rosto todas as manhãs...eu conversava com Deus e pedia para sair daquela situação, pedi a Deus que mudassem meu sentimento. Que mudasse tudo por tudo.



E uma das coisas que eu fiz foi me priorizar. Concentrei minhas energias em mim, direcionei a positividade a minha vida, as minhas escolhas e criei uma egrégora de tudo que eu queria que acontecesse nos próximos meses. E como um milagre as cosias foram acontecendo através de uma cocriação da minha realidade, de ações e atitudes para isso.

 


Devagar estou chegando onde eu quero. Quero voltar a fotografar florzinhas do campo novamente como se fosse a primeira vez. Meu interesse pelo mundo, minha criatividade, meu senso de motivação e otimismo: eles estão aqui novamente.


Veja também, Flores do mato: A Flor de Cosmos e a Roda do Ano!





23 de dezembro de 2023

O Diário Aberto de uma Alma Inquieta

 Cada pessoa carrega consigo um universo de experiências. É nesse contexto de singularidade que surge a ideia de um diário pessoal, um espaço íntimo onde se pode desvendar a complexidade de uma alma inquieta. No meu diário aberto, entre palavras meticulosamente escolhidas e sentimentos profundos, encontro um refúgio para expressar a verdadeira essência do meu ser.

 


A arte de se expressar nem sempre foi meu forte. Eu consigo fazer isso dedilhando no teclado, pois a verbalização já foi uma barreira muito profunda. O ato de escrever em um diário vai além de simplesmente relatar eventos cotidianos. É uma forma de arte, uma expressão silenciada. As palavras tornam-se meu pincel e o Blog é como se fosse uma parede onde eu pintasse o que eu quisesse.

 

Já falei sobre isso aqui em outros posts. É uma terapia escrever. Terapia para uma alma inquieta. A liberdade de ser eu mesma, eu só encontro 100% aqui.


Meu diário transcende as barreiras do tempo e espaço. Já são 10 anos por aqui. Ao folhear suas páginas virtuais, posso revisitar memórias preciosas, principalmente com meus filhos. Reviver emoções intensas e testemunhar minha própria evolução ao longo dos anos. É uma conexão profunda com o meu eu passado, presente e futuro, um laço que une todas as fases da minha jornada pessoal.


Entre palavras e sentimentos, meu diário torna-se a testemunha silenciosa da minha alma inquieta. É um espaço sagrado onde a complexidade do ser humano é revelada, onde a verdade é desnudada e a autenticidade floresce. Em suas páginas, encontro não apenas um registro da minha vida, mas um reflexo fiel da minha essência.

 👄

 

 

22 de dezembro de 2023

Reflexões sobre a atmosfera natalina!

O Natal, com suas luzes cintilantes, melodias alegres e a promessa de alegria compartilhada, muitas vezes é celebrado como uma época de festa, união e calor humano. No entanto, para alguns, esta época do ano também carrega consigo uma sombra sutil de melancolia, uma nota dissonante na sinfonia festiva que ecoa nos corações solitários.


Quase sempre me senti assim no Natal. Quando minha segunda filha nasceu, na noite do Natal de 2004, eu mudei a minha percepção e sentimentos nessa época no ano.


Mas hoje ela cresceu, é uma mulher adulta, e pelo fato dela estar morando longe de mim, novamente este ano estou sentindo uma atmosfera melancólica. As razões para essa melancolia natalina são tão variadas quanto as pessoas que a experimentam. Pode ser a ausência de entes queridos, (meu caso hoje), mas nem sempre era, a lembrança de tempos mais simples ou a pressão de conformar-se às expectativas sociais. À medida que as luzes brilham e os cânticos ressoam, muitos encontram-se envolvidos por uma névoa de nostalgia, um eco de memórias passadas e sentimentos que transcendem o presente.


As ruas enfeitadas, as vitrines cintilantes e os corais entoando canções natalinas parecem iluminar não apenas as cidades, mas também as emoções ocultas nas profundezas de cada alma. É como se a alegria coletiva ampliasse a própria solidão, tornando-a mais palpável nas noites silenciosas. A busca incessante por uma alegria efervescente pode intensificar a sensação de vazio para aqueles que se encontram à margem das celebrações.


Entretanto, há beleza na melancolia natalina, uma poesia silenciosa que muitas vezes passa despercebida. É uma oportunidade para a reflexão, para desacelerar em meio à correria festiva e contemplar as complexidades da vida. A melancolia natalina nos convida a abraçar nossas próprias sombras, a reconhecer a beleza nas imperfeições e a encontrar significado nas experiências que nos moldaram.

5 de novembro de 2023

Mudanças!





O engraçado é que nosso tecido essencial é imutável (Consciência), mas continuamos nos identificando com o que muda (corpo, circunstâncias, histórias) e então tentamos impedir que essas coisas mudem (morte, fim de experiências felizes, transições de vida, etc.).

 

Buscamos o imutável no mutável e o mutável no imutável.

 

Se, por outro lado, pudermos descobrir a nossa consciência imutável como uma experiência vivida, então poderemos estar em paz, mesmo que deixemos que aquilo que é mutável seja fiel à sua natureza de mudança.

 

Isto não significa que nos tornamos passivos e deixamos de participar no jogo da mudança. Mas significa que não estamos tentando fazer mudanças para nos sentirmos mais confortáveis ​​existencialmente. Podemos participar com uma consideração mais ampla em mente – uma consideração que pode incluir o apoio de todos os seres em todos os mundos.

 

É por isso que a nossa própria realização, a nossa própria iluminação, é o maior serviço que podemos prestar a este mundo. Não só deixamos de fazer parte do problema, mas também nos tornamos um suporte ativo para a evolução de soluções 

8 de junho de 2023

Como Lidar Com a Saudade do que Nunca Viveu!

Se alguém souber, por favor me diga!


Acredito que sofremos mais com a saudade do que nunca vivemos do que os próprios erros. É sim, por que envolve sentimentos de nostalgia, anseio e até mesmo uma sensação de perda por algo que nunca aconteceu. 


Primeiramente sentir saudades de algo que está apenas no campo das ideias nao deveria ser normal. Mas o que devemos fazer mesmo é  reconhecer e aceitar esses sentimentos sem julgamentos. Lembrar de que todos nós experimentamos diferentes trajetórias de vida e é natural imaginar como seriam as coisas se tivessem acontecido de forma diferente.


Cultivar a gratidão pelo presente é o melhor caminho. É difícil, eu sei. A gente lamenta, sofre, chora, e foca no que não aconteceu. Eu tenho vivenciado muito isso nos últimos meses. Eu idealizei tantas coisas, tive esperanças, sonhos... e eles nunca se realizaram. 





Venho praticando a aceitação, reconhecendo que a vida nem sempre é como planejamos. O que eu quero agora é apenas equilibrar meus sentimentos  e trazer mais contentamento e felicidade aos meus dias.

Meu passado eu não posso alterar, e o meu futuro está em aberto. Quero a partir desse novo momento criar uma vida significativa e que existem outras experiências valiosas e enriquecedoras a minha espera. Quero me conectar com outras pessoas e cultivar relacionamentos significativos com amigos, familiares. 


O engraçado é que eu estou fazendo tudo isso sendo gentil comigo mesma, sem me punir com já fiz outras tantas vezes. Praticar a autocompaixão com a gente mesmo não é errado. Pelo contrário é ser gentil enquanto lidamos com sentimentos de saudades de vivencias abstratas. Que são nossos, que podem ficar guardadinhas no quintal da esperança, e não meramente descartadas por que a vida tomou outro rumo. 


O equilíbrio entre a saudade e as projeções futurísticas é mais um dos sentimentos que precisamos lidar com sabedoria. É não matar nossos sonhos, mas também entender que ainda não chegou  o momento de realizá-los. Dou-me permissão para sentir, refletir e processar todas minhas emoções. 


A vida é cheia de possibilidades e experiências únicas, e eu quero viver o extraordinário!

 


26 de fevereiro de 2023

Como Exercer a Prática do Autoperdão

Outro dia estava pensando, que eu penso demais! (risos). Quando não estou sofrendo com as infinitas possibilidades de coisas futuras que talvez nem aconteçam, estou me torturando pelas coisas do passado das quais não fui assertiva. Me perco totalmente nessa questão de pensar demais, e o pior é que eu acabo não me perdoando por alguns erros do passado.



No post de hoje, eu queria falar sobre perdão. Não aquele perdão que damos  para outras pessoas, mas aquele perdão que não damos a nós mesmos. O autoperdão. 


O autoperdão não é um processo tão simples assim. Eu consigo facilmente perdoar as pessoas, pois levo comigo a ideia de quanto maior for o sentimento que me ligue a alguém, maior é a presença dela na minha vida, então, se eu perdoar eu posso sair da vida da pessoa e fingir que ela não existe. 


Quando se trata de se perdoar, a gente cai no erro de achar que não podemos errar ou inconscientemente achamos que não merecemos o perdão, por que temos o auto controle de nossas atitudes. É a tal lente de aumento que colocamos sobre nós. A solução mais fácil para se perdoar, é começar a treinar a mente e silenciar a voz intrusiva que nos sabotam a praticar o autoperdão.

 

O primeiro passo é entender que para chegar o perdão é necessário conhecer o significado consciente do que é o perdão. Depois se aceitar como igual, como ser em evolução, como um pecador. Assim fica mais fácil encontrar e chegar no caminho do perdão. Logo após eu fazer isso, eu faço uma introspecção e reavalio o que aconteceu e ressignifico em aprendizado. Pois tudo na vida é aprendizado. 

E você, já se perdoou hoje?


7 de fevereiro de 2023

A beleza de assumir o controle

 Sinto-me como há muito tempo não me sentia. É mágico, é excitante.

Sentir-se emponderada e ter o controle da sua própria vida é tremendo.  É uma sensação de super poder. Eu tenho, eu posso!


Comecei olhar com mais atenção para mim, para minha vida, para as coisas que vinham acontecendo com certa frequência e que me deixavam muitíssimo mal. Foi então que comecei a entender o quanto eu estava perdida de mim mesma, da pessoa que sempre fui. O quanto eu havia me tornado outra pessoa. Uma pessoa que eu não gostava. 



Foi então que fiz algumas mudanças. Tirei definitivamente as coisas que  não estavam somando, acrescentando o acolhimento de que eu tanto precisava. E foi a melhor coisa que eu fiz na vida. Não restando dúvidas do quanto eu estava presa emocionalmente a situações que não me favoreciam.


E o melhor de tudo é que deixei de me culpar pelos erros que muitas vezes cometi. Permito-me errar. Muito mais, permito-me a aprender e me perdoar. 


Eu me sinto feliz e encorajada, sentindo todo o poder que tenho sobre a minha vida, sobre meu sucesso e projetos de vida.  Tudo o que acontece na nossa vida, é fruto das escolhas que fazemos. E quando nos damos conta que somos os protagonistas de nossas histórias, e do quanto podemos fazer, é um girar a chave que muda nossas possibilidades de vida.


Acreditar em você e dar o primeiro passo é o início de tudo. Pode ser dolorido ou não. E a dor, não pode ser vista com medo, deve ser vista como, parte do processo. Vocês não fazem ideia do que é a beleza de assumir o controle. Como falei no início do texto, é magic!!

3 de dezembro de 2022

As Surpresas da Internet Chata

Oiêe viajantes da Terra! Muito bom dia.

Mencionei outubro como um mês de turbilhão. E o que falar de novembro? Insano!

Já faz algum tempo, anos até que venho achando a internet muito chatinha. Falo especificamente das redes sociais. Para os anciões da internet como eu, isso tudo está um saco, (com exceção dos Blogs he, he). Tudo tão artificial. E cá estamos nós, (meus eus), entre hibernações e vivências mantendo esse bloguinho que é meu xodó, já falei isso várias vezes. Meu termômetro de mal e bem-estar.


Pensando aqui se falo sobre os filmes que assistir, comecei a saga de escrever em setembro e não dei sequência, como em quase todas as coisas que me dão prazer. 
Sobre as leituras, estou uma eterna preguiçosa, sério, está uma vergonha isso aqui. Parece que perdi o hábito da leitura, os livros viraram mero objetos decorativos nessa toca. 

Agora uma das coisas legais, das aspirações anual, eu conseguir a árvore de Natal brança. Éeeee! Yes!
Meio que aposentei a dos anos anteriores, (mentira, ela tá montadinha na casa de uma amiga querida, alegrando outros lares). Como mudei do apartamento para minha toca de coelho, montar aquela árvore aqui seria quase impossível, aí casou tudo. 





Agora falando das surpresas que a internet chata traz, eu preciso trazer o Determinismo como fonte de inspiração pra o que tá rolando comigo nesses dos derradeiros dias.  Vocês aguardem, o universo está trabalhando, a terra ta girando. como diz Lenine, A vida não pára, não pára não! 



27 de novembro de 2022

O Poder da Escrita: escrever também é um desafeto

Sabe quando você quer escrever para desapegar? Então, escrever também é um desafeto. Afinal falar de algo que não somos mais, nada mais é de desafeto de quem já fomos um dia.

 

E vocês verão muito disso daqui pra frente. Valho-me desse meu diário público virtual para desapegar-me de quem já fui até ontem.

 

Funciona como uma hora com a psicóloga. Você escreve seus medos, suas verdades, suas expectativas e também suas frustrações.

Escrever também é aquela sacada do intelecto em colocar pra fora, todas as ideias, o jus de algum assunto que a gente dialoga na memória.


O Poder da Escrita!

 

Escrever pra mim, é terapêutico, é criativo, é fugaz e eterno. E olha só, muitas vezes ao escrever até fujo um pouco do assunto que quero falar. Isso dá a entender que a própria escrita tem seu percurso.

 


Ao escrever sobre tal assunto eu descubro exatamente o que eu penso e o que eu quero mais saber sobre ele. Na verdade, a escrita já faz parte da minha vida.




Penso que as pessoas deviam valorizar mais a escrita, afinal ela muda a vida das pessoas. E pra mim a escrita funciona como um termômetro emocional. Muitas vezes o bloqueio criativo é apenas resultado da não vontade de não produzir, de não querer escrever. Esse é o principal motivo pelo qual não profissionalismo o Blog, pois a partir do momento que eu fizer isso, não terei mais tal liberdade.


 

A escrita é uma ferramenta simples, é só caneta e papel na mão. Atualmente, o lep top é claro!

Avaliando o papel fundamental da escrita pra mim, dentro do vasto uso que eu faço dela, o de colocar pra foras minhas emoções é o principal deles.

 


Nesse caso, uso a escrita como uma conversa, um diálogo que tenho com meu Eu, (momento que eu tenho comigo mesma) em que eu busco entender o que eu penso e o que eu sinto e como eu organizo as minhas ideias.

 


Quando falo que a escrita é desafeto, na maioria dos meus textos ele é curador para mim, justamente por que na escrita expressei meu mundo das ideias. Como falei anteriormente, eu trabalho minhas emoções. É tipo uma escrita expressiva, é basicamente isso.


 

Tenho consciência que manter um blog num mundo onde a forma de transmitir informação muda constantemente, é cada vez mais desafiador. O que me anima é saber que tenho leitores desse Blog e não estou gritando ao vazio. E já cheguei a pensar e me perguntar, se este Blog está virando um Blog exclusivamente no contexto da linha editorial da escrita he, he. Acredito que não, a escrita é apenas mais um meio de clarear meus pensamentos, me inspirar e me senti viva. Capaz!

11 de outubro de 2022

Como estou tentando encontrar meu caminho

 Uma semana cansativa seguida de um final de semana com emoções desconfortáveis. Se há uma coisa que meu cérebro nunca responde bem, são a conflitos. Trabalhar as emoções tanto no ambiente de trabalho quanto na vida é um tanto difícil.

Eu sinto que minha vida está prestes a mudar. Mudanças necessárias, e mudanças não é algo com que minha saúde mental lida bem, acho excitante, aliás, me enche de ansiedade e muitas vezes posso me encontrar em espiral e recorrer a rituais de TOC que não são uma coisa positiva.


Algumas mudanças no trabalho também aconteceram e ver mais no horizonte, definitivamente me deixou com um sentimento de inquietação. Meu cérebro quer desesperadamente ter uma rotina que não mude muito, mas sei que não é assim que a vida funciona. Não estamos estáticos, a vida está em plena transformação.

 

Quando iniciei esse blog há 9 anos eu pensei que depois dos 40 eu não teria mais essas crises existenciais. Ledo engano. Parece que elas se intensificam.




13 de agosto de 2022

O pensar e seus tumultos: o caos e a ordem de tudo

Falei ontem que eu precisava escrever sobre algo he, he. E hoje estou tinindo rsss.


As vezes eu só quero  fiar quieta. Mas esse quieta é para os outros por que pra mim eu não me aquieto nunca. A mente gira, gira, roda, tubeteia, se acalma e em momentos seguintes começa tudo de novo. 


Eu quase sempre me dou ao luxo de não fazer nada, nem de pensar. Eu fico parada, imóvel, arrisco dizer que quase inexistente no mesmo lugar, melancólica. 


Muitas vezes eu só não queria pensar. Pensar que o ar do carro não tá esfriando e preciso arrumar, que a mensalidade da escola do Pedro está atrasada dois meses e eu terei que trabalhar mais, economizar mais para conseguir quitar. Sem falar numa consulta médica que preciso fazer nele o quanto antes. Ele está mais magro que há um ano atrás, ele está crescendo demais e devia estar engordando também, ou pelo menos o peso acompanhando o ritmo do crescimento. Paranoias de mãe. Que não podem ser deixadas de lado.

 

Ler isso deve fazer você pensar também. Como essa doida não quer pensar. Não dá pra viver sem pensar. Aliás eu na maioria das vezes amo pensar, só que tem horas que eu também só queria desligar. Mais não, eu só penso. Penso. Penso. Penso. Emendo um pensamento no  outro que eu as vezes, de verdade, só me resta gargalhar em alto e bom som.  


Acabei de me lembrar de quando eu trabalhava na casa da Dona Helena, em Anápolis- GO, em que eu saia pra festa com a filha dela na sexta e no sábado pela manhã ela só ouvia minhas gargalhadas pelo corredor lateral da casa. Naquele momento eu estava pensando nas cantadas e investidas mal sucedidas que a gente recebera  na noite anterior.  



Divagando nos meus pensamentos eu percebo que a mesma cabeça que me cansa é a mesma que me faz ser cada vez mais eu mesma. Me deixo pensar. Me deixo escrever. Me deixo dizer. Me deixo sentir. Me deixo viver.


Bora pensar meu povo. E bons pensamentos. Produtivos, de construção.

👄

Bay, beijos 


13 de julho de 2022

Blog em Pausa

 

 


Tenho feito tantas pausas que não sei mais como chamo os longos intervalos entre uma pausa e outra.

 

As vezes a pausa vem de forma necessária. Muitas vezes ela vem para descanso ou para a busca de inspirações. A pausa também pode ser um bloqueio criativo. 

 

Minhas maiores pausas são unicamente pela desobrigação de não postar todo dia, ou de sempre ter que estar bem o tempo todo. 

 

Eu me permito pausar, sempre que acontecer. Eu me amo, eu me respeito.

 

Só que a pausa já pausou, já aconteceu. Meus amores, estou de volta! 👄

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