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6 de setembro de 2022

Diário de uma mãe: trabalhando minha motivação

 



Falei outro dia no Blog  que eu criei uma rotininha pra ele, pois bem. Rotinas as vezes fogem dela mesma, (risos). Mas estarei sempre por aqui. Tentando e tentando colocá-la em prática. 


Estou numa fase de luta com a minha motivação. Minhas "zero", habilidades de gerenciamento de tempo e trabalho. Preciso urgentemente encontrar um pouco de equilíbrio entre dedicar horas a algo e, em seguida, apenas alguns minutos para outra coisa. Bloqueio de tempo é algo que eu decididamente vou experimentar.  


Diminui também as pressões sobre mim. Não quero sofrer mais um burnout. 

Compartilhar nesse post  que o ar do carro foi arrumado e ficou top demais. Estou conseguindo executar as tarefinhas diárias e conciliado meu tempo para os estudos. Fiz até uns cursinhos extras essa semana 😍


Enfim, tenho praticado o autocuidado, e que nada tem haver com prateleiras cheia de cremes. É muito mais profundo. Tem haver com uma xícara de café quentinho as 6h da manhã, em deitar em lençóis limpinhos e perfumados com seu amaciante preferido e tirar aquele tempo precioso pra ler um livro.


E você já praticou o autocuidado hoje?

Me conta aqui nos comentários duas coisas que você faz como autocuidado.

Beijoss 👄👄




23 de junho de 2020

Diário de Uma Mãe: Meditação e Maternidade


O dog de você fazem meditação também?
O dog de vocês faz meditação também?

Oiêe vizinhas. 
Resolvi aparecer por aqui hoje, afinal é dia de São João, e precisamos acender a fogueira do nosso coração.
Estava off, como a maioria das pessoas, porém, off também aqui do Blog.
Aproveitei esses dias para me acalmar, me tranquilizar e podia ter aproveitado  o tempo livre para escrever sobre muitas coisas, mas simplesmente quis me aquietar, pois já parecia inverno aqui em casa, todos juntinhos e quietinhos.

Por uns dias estava deixando  o medo tomar conta de mim. E umas das coisas que gosto de fazer contra o pavor de dias ruins é meditar.
Nada melhor do que acalmar a mente para enfrentar com sabedoria os desafios que vivenciamos. E muita gente sabe disso, prova é que a busca pela palavra meditação na internet atingiu seu recorde.

A grande causa por essa procura toda são os efeitos nocivos de isolamento. As pessoas procuraram ajuda e isso é bom. Males como ansiedade, medo foram carros chefes nesses dias de quarentena.

Há centenas de milhares de pesquisas que atestam os benefícios da meditação para a saúde. De acordo com neurocientistas, a partir de oito semanas de prática de ao menos 30 minutos diários mostram mudanças nos padrões de ativação de cérebros saudáveis.

Para quem é mãe talvez não seja tão fácil tirar alguns minutos para meditar. Com as crianças em casa em tempo integral exigindo sempre  a nossa atenção chega a ser quase impossível praticar a meditação. Para isso eu comecei a incluir o Pedro Augusto nessa prática. Com tanta energia e sem poder sair de casa para atividades, passeios, praças, eu vi na meditação uma boa alternativa para o Pedro se acalmar mais, pois ele tem andado bastante agitado.

Confesso que também preciso me tranquilizar, para o bem estar e uma convivência saudável com os filhos, nós mães precisamos sempre estar buscando alternativas positivas para manter a disciplina e o diálogo.


Para meus leitores essa foto super fofa do Pedro Augusto fazendo caras e bocas quando disse que ele ia ficar 10 minutos quietinho de olho fechado ha, ha. 

Fotos: Habib Caiado
5 de dezembro de 2018

Diário de Uma Mãe: Maternidade em Duas Décadas


Fazia tempo que eu não escrevia esse quadro aqui no blog em, (risos). 
Pois bem, deixe-me valer deste precioso hábito de me expressar juntando as letras. 


Então, ontem minha primeira filha inteirou 20 anos. Uma data maravilhosa na vida de uma mulher e o que eu posso dizer é que se tornar mãe é uma das experiências mais incríveis e especiais que podemos experimentar durante a nossa vida, e com ela vem junto um turbilhão de sentimentos, medos e alegrias. 
Mães tem muito à compartilhar, à viver e à dizer! 
Acho que não há acontecimento mais poderoso do que a maternidade. Ela é capaz de mudar a cabeça de uma mulher e criar uma responsabilidade e amor jamais sentidos antes.

Desde minha infância queria ser mãe, isso era revelado quando eu brincava de boneca e dizia que era  a minha filha. Acho que toda mulher nasce com esse sagrado feminino dentro de si. 

E aos 19 anos eu me tornei mãe. Na verdade eu não esperava aquilo, ser mãe tão jovem. Mas aconteceu e eu posso dizer que foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida. Desde o primeiro momento que soube que ia ser mãe eu passei a amar aquela criança que eu sabia que estava sendo gerada dentro de mim.

Os primeiros meses foram fáceis, não sentia nada, nem parecia que estava grávida. No segundo trimestre da gestação as coisas começaram a se complicar. Eu fui diagnosticada com eclampsia e tudo mudou. O controle da pressão arterial tinha que ser feita todos os dias. Aquilo se tornou cansativo, eu inchei bastante, fiquei irreconhecível. 

Já no final do oitavo mês de gestação eu dei o início de uma crise eclâmptica e fui as pressas para o hospital. Não voltei mais para casa até minha bebê nascer.
Mesmo com a aflição dos médicos eu estava bem tranquila. Deus colocou uma paz dentro de mim. E aquilo foi especial e bom pra mim atravessar aquele momento. 

Já haviam me alertado sobre todos os riscos da eclâmpsia. Não tive medo em momento nenhum. Nos casos mais críticos eles sempre optam por salvar a vida da mãe. Mas isso não foi necessário. Minha filha nasceu bem e eu também fiquei bem. Saímos da maternidade 3 dias após a cesariana. 

Deus sempre foi bom e sempre será! Nesses 20 anos ele tem me mostrado a sua bondade e como eu fui feliz e abençoada com a minha filha, na verdade com meus 3 filhos, mas a Glória ela é uma menina especial. A sua generosidade chega a todos os espaços. Ela é responsável, sempre foi desde muito pequena. E sua maior característica é a obediência. Minha filha sempre me obedeceu. E isso é raro. 

Aos 20 anos está cursando o 4º período de Geologia por uma universidade federal. Isso já diz muita coisa sobre ela. São tantas qualidades que ficaria até cansativo pra vocês que lerem se eu as descrevessem. Não quero me envaidecer pelo caráter das minhas filhas, fico vigilante o tempo todo, pois é difícil sendo elas dotadas de tantas qualidades.

Meu aprendizado nessas duas décadas de mãe, é que eu preciso melhorar muito ainda como mãe e tutora. Aprender a amar mais meus filhos, pois o amor materno é um jogo de puxa e solta do caceta! Dizer não quando preciso, alertar, dar, tirar, tudo isso faz parte de nossa caminhada como mãe.  

E vocês me contem nos comentários sobre seus anos maternos.


3 de setembro de 2018

Como Disciplinar os Filhos Sem Punições


Um dos grande desafios da maternidade é disciplinar nossos filhos. Como cada um deles tem uma personalidade única, as vezes a mesma criação não vale para todos. Digo isso por que com cada filho eu uso um gingado diferente. Ser mãe na atualidade requer um tanto de jogo de cintura.



Com minha primeira filha foi tudo um aprendizado, com ela eu fui dura demais, exigente demais, apertei demais. Na adolescência ela me confidenciou que não estava mais aguentando o meu jeito de conduzir as coisas com ela. Foi quando eu busquei auxílio, conselhos e fui orientada a abrir um pouco a guarda.

Pense que seu filho é um passarinho e que você está segurando-o na sua mão. Se você apertar demais irá sufocá-lo, se abrir muito a mão ele irá voar. Então é preciso abrir a mão de um jeito que ele respire se aninhe e se sinta confortável e você não o perca.

Parece fácil, mas não é. Mesmo sem a presença paterna eu conseguir formar um bom ser humano, uma pessoa que nunca me trouxe maiores preocupações além das naturais de mãe. Posso dizer que aos 20 anos ela está com o caráter formado. Ufa, venci!

Já Maria Luiza também tem seu caráter moldado, a gente só consegue fazer isso até os 12 anos, passou disso minha amiga, pode até ser que você consiga, mas será um tanto mais difícil.

De agora para frente eu só tenho que acompanhar, incentivar e zelar por ela. Com o  Pedro Augusto, aos 4 anos na medida que ele vem crescendo, eu vejo que a necessidade de discipliná-lo está se tornando cada vez mais frequente.
Venho me questionando sobre a melhor maneira de ensiná-lo que certos comportamentos não são aceitáveis e como fazer que me filho obedeça sem gritos, palmadas ou ameças.

Tenho refletido sobre isso por que já usei todos esses “métodos”, com as meninas, afinal a gente acaba por repetir o estilo disciplinar dos nossos pais. O que não seja errado. Mas vejo que isso não é legal, as coisas podem ser feitas de uma forma melhor, mais suave, sem estresses. Com  o Pedro tenho adotado outro tipo de disciplina. O ensinar sem castigar.

Não quero repetir erros na maternidade de punir meu filho nem fisicamente e muito menos psicologicamente. Quero sim disciplinar objetivando ele a controlar seus impulsos para não ter comportamentos inapropriados. A disciplina deve ser positiva.

Um relacionamento entre mãe e filho baseado no medo de possíveis punições não é um relacionamento positivo. Eu falo isso com propriedade por que mesmo alcançando bons resultados com a minha primeira filha eu sei que eu teria conseguido os mesmos resultados com ela se tivesse agido com mais diálogo ao invés de punições.

Quero transmitir segurança, firmeza aos meus filhos e não medo ou insegurança. A disciplina positiva envolve a maternidade de uma forma calorosa, amável e respeitosa, com limites justos e firmes e consequências relevantes e razoáveis.

Ressaltando que disciplina positiva não significa deixar o seu filho fazer o que ele quer. Os pais que permitem isso irão sofrer as consequencias juntos com seus filhos quando os mesmos tiverem na vida adulta ou até mesmo antes disso, quando se tornarem delinquentes juvenis.

Quando me candidatei a conselheira tutelar eu quase degustei o ECA, nele tem um artigo que fala sobre nós pais e responsáveis não constranger os filhos. Eu venho zelando por isso. A punição gera esse constrangimento, e isso pode despertar sentimentos de ressentimento, retaliação, humilhação e comprometer a relação de confiança entre pais e filhos.

Uma das formas de conseguir que meu filho obedeça as disciplinas é o elogio. Quando ele me deixa falar ao telefone, eu o elogio que ele foi um rapazinho se comportando bem durante o tempo que eu falo ao telefone. É positivo elogiar quando se comportam bem, isso não deve virar um costume, pois eles também precisam saber que o bom comportamento não é uma consdicionante ou uma obrigação, é o dever de todos, se comportar bem.

A disciplina positiva sempre será gentil, e isso não é desinteressante, pelo contrário, é maternidade ativa, interessada, parentalidade engajada. É na escolha e manutenção da disciplina que a maternidade intencional se distingue. Os limites dados aos nossos filhos devem sempre zela por  orientar, em vez de controlar ou punir.

Lembrando sempre que cada mãe e pai tem tem a liberdade de educar os filhos da forma que melhor acreditam e que ninguém deve interferir nisso. O Estado coloca limites em casos de excessos.

A disciplina positiva vai desencadear filhos mais autônomos no que tange as responsabilidades adquiridas na infância e adolescência. Não sou psicóloga, nem coach nada disso. Sou mãe, eu mudei minha forma de educar, venho usando a maternidade intencional com meus filhos e vejo um bom resultado na Maria Luíza e no Pedro Augusto.



4 de abril de 2018

Diário de Uma Mãe: Eu Pratico o Homeschooling


Bom dia bloguetes.

Quero abrir hoje um novo conceito educacional para minhas leitoras. Algumas estão iniciando a carreira de mãe. E todas nós almejamos sucesso nessa missão chamada, “maternidade”. Então, quero socializar de uma experiência que tive com a Maria Luiza e agora com o Pedro Augusto.
Eu escolhi o conceito homeschooling para meu filho Pedro. O que é isso. Eu explico. Homeschooling é um termo inglês, que quer dizer ensino doméstico ou educação escolar em casa. 

Acho que nem compartilharia com vocês essa experiência, mas como outro dia uma mãe que mora aqui no prédio onde eu moro, me perguntou se o Pedro já estava na escola. Eu disse que não, então ela retrucou, “Ah, mas já está na hora dele estudar”, então eu prontamente respondi. "Mas ele estuda"! Ela esbugalhou os olhos pra mim e ficou meio que sem entender nada.



Então, meu filho estuda, em casa, comigo.  Ele tem apenas 3 anos, por que necessariamente ele tem que ir a escola. Sinceramente eu não entendo por que eu preciso ser Maria vai com as outras. Só por que todas as minhas amigas colocam os filhos na escola aos 3 anos eu necessariamente tenho que colocar.
Não, concordo com a massa que segue a sociedade como uma boiada.

O método homeschooling  é pouquíssimo usada no Brasil e ainda nem é regularizado. O termo ainda divide opiniões entre famílias e educadores. Como meu filhote ainda não está na idade obrigatória de frequentar a escola eu iniciei esse método aqui em casa pois entendo que é bom pra ele, para mim e para toda a família. Falo idade escolar por que como o termo não é ainda legalizado no país se você praticar o homeschooling em idade escolar, você vai estar infringindo o Eca, que diz que toda criança deve estar regularmente matriculada em uma unidade escolar, seja ela pública ou privada.



Então quero ressaltar que eu pratico o homeschooling em meu filho, não sei se farei até a idade escolar que é de 7 anos. Por enquanto é o método que está nos atendendo nesse momento.

Iniciei esse método com a Maria Luiza, confesso que desconhecia esse termo na época. Com Maria Luiza foi super diferente do Pedro. Ela foi para escola aos 4 anos, pois eu tinha uma carga de trabalho intensa na época. Mas ela não se adaptou a vida escolar. Ela chorava e não queria ficar na escola. Tentei um mês, mas ela estava super desgastada. Lembro de um dia ela me dizer que não queria ir para a escola por que lá fazia muito barulho. Então eu percebi o mal que estava fazendo a minha filha. Então naquele momento eu optei por contratar uma babá. E eu mesma passei a ensinar algumas coisas no pouco tempo livre que eu tinha com elas.


Vejo o quanto fui assertiva na minha decisão de não forçar ela nos estudos naquele momento. Ela só foi para a escola aos 6 anos, e super se adaptou, sem nenhuma rejeição. Vi o quanto ela estava preparada para iniciar sua vida escolar. A minha intenção sempre foi educação de meus filhos agregada ao bem estar deles, mantendo uma mentalidade do não supérfluo e sim apenas o necessário para vivermos bem e em paz.  


Não sou a favor exclusivamente da educação escolar em casa  ou contra. Sou a favor do que é melhor para a família, e nesse momento o melhor para mim e Pedro é mesmo ensinar ele em casa. Minimalizar a vida significa muito mais pra nós. Podemos compartilhar da companhia um do outro integralmente. Isso é uma coisa que escolhi, desde a minha terceira gestação. Além do mais, isso também inclui a redução de custo. Aqui vivemos apenas com renda de uma pessoa, que nesse momento não tem um ganho fixo mensal. Assumir um compromisso de educação externa seria colocar em risco ainda mais nosso orçamento.

Então vejo que dá para conciliar as coisas. Nem tudo pode ser trágico e nem precisa ser repetitivo nas famílias. A escola não é a única via que oferece socialização. Temos nossa religião, onde tem muitas crianças, temos outras famílias que são nossos amigos, a família que é bem grande. Então não vejo motivos para colocar meu filho em uma creche ou escola nesse momento.

A educação domiciliar permite um tempo familiar amplo e intencional. Isso me permite passar valores aos meus filhos de como usar as circunstancias a favor da vida. Seja essas circunstância dinheiro, ou a falta dele. Isso vem melhorando a nossa capacidade de interagir e nos conhecer mais, para nos amar mais.  São laços afetivos para aprender, é algo bem maior que o simples fato de ensinar português ou matemática.

Confesso que estou amando isso, ensinar em casa é gratificante pois a gente acompanha cada desenvolvimento. Uma das minhas maiores frustrações foi quando minha filha Glória aprendeu a ler aos 3 anos de idade e eu me perguntei, “Onde eu estava quando isso aconteceu”. Foi uma fase importante que eu perdi.

Nesse momento ensinar meu filhote em casa é a melhor opção,  é o melhor uso de nossos recursos e é vida útil para nós. 

Quero saber se tem alguma mamãe que pratica o homeschooling em casa também. Me conta sua experiência!


10 de setembro de 2017

Diário de Uma Mãe: Uma Nuvem Chamada Burn Out

Oiêeee bloguetes!!

Eu preciso escrever esse post por uma questão de saúde, pois sinto que escrever talvez não seja a única saída, mas confesso não estou nem um pouco afim de procurar um psicólogo e nem tenho grana para tal.

Então sugiro que vc pegue um ☕ por que a narrativa é longa he, he.

Enfim, mesmo sem trabalhar fora no momento eu tenho um dia a dia atarefado, rotinas a cumprir, o cansaço físico e a pressão para ser uma mãe de verdade para meus filhos vem me causando um estresse que eu mesma diagnostiquei que venho sofrendo da síndrome do burn out parental.



Cientistas classificam o burn out parental como um cansaço profundo, emocional que afeta nosso psicológico.  A principal consequência desse distúrbio é uma distância afetiva dos filhos. Percebi isso outro dia quando gritei com o Pedro e perdi a paciência com ele.
Nessa busca incessante de ser uma mãe perfeita acabamos sendo vítima do estresse que a maternidade traz. E quando tem uma outra pessoa reforçando que nossos filhos não nos dão tempo, nos sugam e estão sempre fazendo algo para ter nossa atenção, se não tivermos um equilíbrio está sujeito a acreditarmos nisso e vitimizarmos nossos filhos ao descuido e a constrangimentos.

Fico super chateada por terem pessoas que apesar de terem filhos não sabem nada da essência do que é cuidar de uma criança, principalmente na primeira infância. São perfeitos amadores que não sabem que crianças querem sempre o pai ou a mãe por perto, crianças não se entretém sozinhas, lendo um livro calmamente quietas numa poltrona. O mundo de uma criança não é como o de um adulto, para eles tudo é descoberta; um mistério insolucionável, e a criança quer compartilhar isso com quem está ao seu lado, ou seja, com a mãe ou com o pai.
Tem gente que não sabe que  fazer uma criança pegar no sono é um verdadeiro Deus nos acuda. Um simples arrastar de cadeira pode estragar tudo, e lá se vai mais meia hora até ela voltar a cochilar.

As vezes a rotina da casa e das crianças me deixam exausta, mas decidi que não vou procurar ajuda médica. Quero resolver isso sozinha, pois sei que essa situação não é saudável para meus filhos e nem para mim. Sei que posso trazer o equilíbrio para minhas tarefas e não devo me sentir culpada quando deixar meus filhos em segurança com as tias, irmãos, para também ter direito a uma folga e fazer programações que não incluem crianças.

Caramba, mas quem nunca se sentiu culpada por estar na balada e ter deixado o filho com uma irmã. Mas será que essa culpa é válida. Será que quando nos tornamos mãe nossos direitos individuais terminam. Simplesmente não sei responder isso, pois as vezes penso que sim, outrora penso que não. Quando penso que sim é por que meus filhos  é a coisa mais importante na minha vida. Não existem nada e nem ninguém mais importante que eles. E isso inclui eu também, nem eu sou mai importante que eles, então minhas “prioridades” já não são mais prioridades.

É difícil falar sobre isso. Poxa, será que vou ter que procurar um psicologo, mesmo, (risos). Brincadeiras a parte, eu já venho criando formas de tratar esse mal que se instalou na minha vida materna. Depois conto tudo aqui como fizemos. E por favor, não me julguem pois eu não estou reclamando de ser mãe, e quero ressaltar que tenho maior respeito pelas mães que cuidam de três ou mais filhos, assim como aquelas que cuidam de crianças especiais e também tem uma rotina super cansativa.


Bay amores. ❤ 

Comentem aqui ↓ sobre a experiência de vocês com o cansaço físico maternal.
30 de janeiro de 2017

Diário de Uma Mãe: Quando não Sabemos Lidar com a Doença do Filho.

Eu vivi há uns 3 meses atrás o que algumas pessoas chamam de inferno astral. 
Peço a você que pegue um café, se sente por que a dissertativa é grande, rss.

Como alguns de vocês sabem minha filha mais velha Glória, foi fazer cursinho para o Enem na cidade de Anápolis desde o início do ano passado. Há poucos dias antes do Enem 2016 ela retornou para fazer a prova. 


Depois de três dias que ela havia chegado ela adoeceu. Começou com vômito na quarta a tarde, dia 26 de outubro, confesso que não importei, porque ela aparentemente estava bem. Na quinta, no mesmo horário ela vomitou novamente. Pensei que algum alimento havia feito mal a ela. Como eu não sou de levar filho ao médico por qualquer coisa não me preocupei tanto até por que o Pedro Augusto estava muito gripado, e também estava dando atenção a ele. Passados algumas horas ele deu febre então eu levei ele ao hospital. Na ocasião insistir pra ela a Glória ir também, para aproveitar e já ver aquele mal estar dela, mas ela se recusou. 
Na sexta, ela já amanheceu meia cabisbaixa e não quis se alimentar, mas pensei que seria uma indisposição por causa do mal estar dos dias anteriores. 

Enfim, no sábado o Pedro havia melhorado e a Glória estava sem se alimentar, eu comprei água de coco, frutas frescas e a incentivei a comer. Quando chegou a noite eu tinha um evento para ir. Confesso que estava bastante desestimulada a cumprir qualquer compromisso. Porém ela disse para mim que estava bem e  que eu podia ir a minha programação. 
Comecei então a me arrumar. Fiz cabelo, unha e já estava partindo para a make quando por volta de umas 21h a minha filha começou a passar muito mal. Corri com ela para o pronto socorro.

Chegamos lá, não queriam atendê-la, nos queriam mandar para a Unidade de Pronto Atendimento, (UPA). Eu disse que não ia sair com ela dali aquele horário. Enfim, após duas horas de espera nos atenderam. Ela tomou medicação com soro e voltamos para casa já adentrando na madrugada.

Resumindo um pouco a história, a minha filha ficou uma semana entre casa e pronto socorro. E mesmo fazendo uma bateria de exames nada era diagnosticado. A mamãe aqui sem saber o que fazer, a levou no hospital particular para desencargo de consciência e depois não se cobrar que a falta do diagnóstico era por que eu estava levando ela no hospital público. 
Enfim, fiz todos os exames novamente e nada, a menina não melhorava e nenhum diagnóstico foi dado pelos médicos e lá se foram R$500,00 de exames e medicação. 

Já sem saber o que fazer e com minha filha desfalecendo, meu pai disse que era para tirarmos ela pra fora do município e procurarmos recurso em outra cidade. Então eu concordei. Porém disse ao meu pai que eu ia primeiro pedir uma orientação a um amigo sobre o caso dela. 
Assim eu fiz, liguei para esse amigo que tem o conhecimento da cura através de ervas e plantas do campo, e contei o que estava acontecendo, os sintomas, etc. Ele me indicou que fizesse um chá pra ela de algumas folhas da ateira. Assim eu fiz, conforme ele me explicou. Então dei o chá a ela, e ela tomou. Passados alguns minutos vi que ela já sentou na cama e começou a conversar. Com meia hora depois ela já estava jogando uno com os primos. 
Eu confesso que até hoje não compreendi como um efeito medicinal age tão rápido no organismo. (Por favor estou contando um acontecimento, uma experiência, não vão sair por ai fazendo chá de ateira e dando aos seus filhos. Cada caso é um caso). 





Mesmo ainda muito fraca ela consegui almoçar aquela manhã, jantou a tarde e conseguiu ir se alimentando, pois estava há uma semana sem comer nada. Ela emagreceu 5 kilos nesses dias. 

Para completar todo o quadro, isso aconteceu 10 dias antes da prova do Enem. Pense!!! Mas esse é assunto para o próximo quadro.

Eu nunca havia passado por tal situação. Foi a segunda vez que essa minha filha adoeceu por um período prolongado. A primeira vez ela tinha 13 anos. Adoeceu de pneumonia e ficou internada uma semana. Naquela época nós tínhamos plano de saúde, da empresa onde trabalhava e foi tudo mais fácil e tranquilo. o
Uma coisa aprendi, quando a saúde de nossos filhos fogem das nossas mãos e a medicina convencional não nos dá nenhuma resposta, é algo desesperador. Eu vivi um drama. Não desejo a ninguém essa sensação de impotência. 
Sou grata a esse meu amigo, que é um mestre que tem me ensinado um tanto de coisas boas. 

Uma coisa importante que eu também quero compartilhar é o sexto sentido que todas nós mulheres temos. E em nós mães ele é ainda mais aflorado. Quando minha filha começou a passar mal, eu já tive aquele sentimento de ligar para esse amigo e pedir a ele uma indicação de uma medicação. Mas eu não fiz, e fui procurar a medicina convencional. Nada contra, e é o que sempre devemos fazer. Mas nesse caso foi atípico por que eu não dei ouvidos ao meu sentido de mãe. E apenas após uma semana eu busquei a ajuda que a princípio eu quis buscar. 
Agora eu ficarei mais alerta a dar ouvido a esse meus sexto sentido maternal. Por que ele é muito assertivo. É o próprio saber de Deus que se manifesta em nós mães. 

Beijinhos, agradecida pela paciência em ler esse textão rss ♥






24 de dezembro de 2016

Diário de Uma Mãe: Maria Luiza e seu adeus a infância

Escrever esse post  é ter saudade...

Quando nossos filhos fazem aniversário é algo natural e feliz. Porém, quando a filha inteira 12 anos ela sai da fase que chamamos de infância e entra na adolescência. E a gente que é mãe fica com o saudosismo no coração. Hoje é aniversário da minha segunda filha. A Maria Luiza. Ela está fazendo 12 anos. E mesmo estando feliz com essa data, com o dia de hoje, eu não tenho mais minha criança. Ser mãe é um eterno adeus. Adeus as fases de nossos filhos. Mesmo vivendo intensamente cada uma delas, eu ainda me culpo, pois parece que não aproveitei o máximo a infância de minhas filhas. Pior que tenho essa mesma sensação com o Pedro Augusto. 

Minha filha está começando uma nova fase na vida dela. A adolescência, a fase mais difícil de todos nós. Pois não é fácil deixar de ser criança e começar a assumir responsabilidades, se preparar para a vida adulta. 
Este ano foi um ano difícil de mudança de fases na vida de todos meus 3 filhos. A Glória adulta, Maria Luiza adolescente e  o Pedro entrando na 1ª infância. 

Eu sou grata à Deus por vivenciar isso. Ver os filhos crescerem é o maior prazer da vida. Acompanhar esse crescimento é um privilégio que nem todos os pais tem.   

1 ano

Nascimento: A Maria Luiza veio num momento especial na minha vida. Ela nasceu na noite de natal, dia 24 de dezembro de 2004, as 21h15 na Santa Casa na cidade de Anápolis-GO. Ela pesou 3,350kg e mediu 49 cm. O parto foi normal. Não sofri nadica de nada. Desde a primeira ultrassonografia a médica disse que  ela nasceria dia 24 de dezembro. No dia do seu nascimento fui ao médico pela manhã e ele me mandou voltar para casa. Ao anoitecer às 19h, a minha bolsa rompeu e fui para a maternidade. Não estava sentindo dores. Ao chegar lá já estava em trabalho de parto e fui logo internada. O médico havia ido jantar e quando ele chegou ele me olhou e disse que minha bebê estava nascendo. Na sala de parto comecei a sentir pequenas contrações. Eu não sabia como era por que a Glória foi prematura e cesárea. 
Foi então que as dores veio cada vez mais fortes e em intervalos mais curtos. 
O médico me olhou novamente e me colocou na posição dela nascer. Eu achei bom por que não estava forte as dores e sabia que estava indo tudo bem.  
O médico que fez o parto dela foi dr. Armando. Mesmo já tendo ouvido coisas ruins a respeito dele, eu  me tranquilizei e confiei em Deus.

Eu tive o parto mais humanizado de todos os meus filhos. Ele conversou comigo, e com três contrações na mesa de parto a minha filhinha nasceu e ele colocou ela em cima da minha barriga. Eu até assustei pois como já disse mesmo já sendo mãe ainda não tinha vivido aquela experiência. 
Maria Luiza veio como um presente lindo pra mim. A data do seu nascimento foi tão especial que mudou a forma deu ver algumas coisas na minha vida. 
Antes de Maria Luiza nascer, eu não gostava do natal. Essa época no ano me sentia melancólica, tristonha, e me isolada das pessoas. na verdade eu sofria nessa época. Eu era alheia a tudo, as compras, essa alegria que o povo sentia. Tudo isso me incomodava de certa forma.

Aconteceu que minha filha nasceu na noite de natal, e hoje todos os anos quando essa data se aproxima, é uma expectativa aqui em casa, por conta do aniversário dela. E de certa forma celebramos o natal, pois o principal aniversariante desse dia é Jesus! Ela nascer poucas horas antes do horário do nascimento de Jesus me traz uma reflexão muito grande. Eu vejo que Deus em sua bondade, fez naquela noite duas coisas nascerem em mim. A minha filha e toda a simbologia do natal. Deus através do nascimento da minha filha, vem me ensinando sobre o nascimento de Jesus. O que é esse nascer! O nascer de Jesus dentro de cada um de nós. Pois eu não tinha esse nascimento em meu coração, e através do nascimento da minha filha nessa data eu reconheci o nascimento do menino Deus. 
É difícil explicar isso. É mais fácil sentir. 



O nome:Maria Luiza Nascimento Rosa. Quem escolheu Maria Luiza, foi a minha primeira filha, a Glória. Ela disse que ia colocar meu nome Maria e Luiza que e o feminino de Luiz, nome do pai delas. Veja bem, isso poderia ter sido um desastre total né,  (risos).  Ainda bem que os nomes combinaram e hoje anos depois, eu venho compreendendo através de algumas coisas por que minha filha recebeu esse nome. 
Maria quer dizer mãe protetora, a mãe de todos nós. A mãe de Jesus, nosso salvador. Mulher admirável que deu a luz ao mundo. Luiza, vem de Luz. A pronuncia é justamente essa. Luz. Essa luz Jesus, luz que nos ilumina, luz que clareia o nosso caminho. 
Nascimento, que é o primeiro sobrenome dela, por parte de mãe, me traz justamente esse nascer da luz em minha vida, o nascer da luz que é Jesus. O segundo sobrenome Rosa, é o fechamento de um ciclo florido em minha vida. Eu venho a cada dia aprendendo a conhecer essa rosa. Quem é essa Rosa em minha vida, em nossas vidas. Que espírito é esse que Deus me confiou aqui na terra. 

Tudo que escrevi a minha filha me fez enxergar através de seu nascimento e do nome que recebeu. 
Saber que Deus em sua bondade nos ensina tanto. Nos dar um filho para nos mostrar o caminho. 

Personalidade: Maria Luiza  é meiga, amorosa demais, dorme comigo até hoje, me auxilia a beça com o Pedro, é minha companheira em eventos he, he. E não gosta de me ouvir falar em coisas negativas, um dia falei à ela que ela precisava aprender fazer algo, (não recordo o que era), para que caso um dia eu não estivesse mais aqui para fazer pra ela. Foi um drama ela chorou de verdade e disse que nunca mais era pra eu falar aquilo nem de brincadeira. 
Sei que se um dia eu faltar a eles, ela é a que mais vai sofrer. Por isso peço ao meu bom Jesus, que me dê vida e saúde para criar meus filhos. 


  
Todos nossos filhos tem algumas manias. A Maria Luiza na idade de 2 anos quando eu ralhava com ela, ela me olhava com esse olhar. Um dia eu fotografei por que eu achava o máximo ela e olhar assim. É uma lembrança boa. 



Hoje é um dia duplamente especial para mim. A emoção está envolta a mim nesse momento. Acho que não consigo escrever mais. 
Vou me abster de contar mais para vocês sobre minha Maria Luiza. Estou demasiadamente emocionada para isso.

Ela cresceu e me dá muitas alegrias. 

Beijos de luz! ♥


Vivo por ela Ninguém duvida Porque ela é tudo Na minha vida Eu nunca imaginei que houvesse no mundo Um amor desse jeito Do tipo que quando se tem não se sabe Se cabe no peito Mas eu posso dizer que sei o que é ter Um amor de verdade E um amor assim eu sei que é pra sempre É pra eternidade




5 de dezembro de 2016

Diário de Uma Mãe: Quando a Filha Chega aos 18 Anos!

Chegaram os 18 anos. 
Para ela e para mim, chegou a maior idade da minha primeira filha. Percebo que estamos sentindo emoções diferentes. Ela toda feliz com as suas responsabilidades e eu me conscientizando que ela já é uma adulta e não mais uma criança.
A vida passa mesmo muito rápida. Parece que foi ontem que a coloquei tão pequena em meus braços. 

Minha filha Glória.

Vou socializar com vocês pais e leitores um pouco sobre a minha filha Glória Stephanie. Ela não é muito social, ela não gosta de fotos, nem de redes sociais. Vivo pedindo o auxílio dela com o blog, mas ela se nega. Eu tento compreendê-la. Afinal é uma escolha dela esse estilo de vida, e eu a apoio. 
Acreditem para eu conseguir essa fotinha do post tive que ficar o dia inteiro pedindo he, he. Ela me diz: "Mãe eu tiro foto pra mim,não para postar". 

Ela tem uma personalidade linda, sofisticada, é muito reservada. Meu coração está em festa, vê-la jovem, tão bela me dá uma satisfação enorme, por que posso dizer, eu conseguir. 
Confesso que não foi fácil esses anos todos. Educar um filho e lhe impor como opção a moralidade é uma tarefa difícil, mas não é impossível, e é a mais assertiva. 

Quando passo pelas ruas, e vejo jovens na mesma idade dela vivendo suas vidas de um modo desgastante, transverso, eu penso que eu estou cumprindo meu papel. Como mãe, educadora. Sempre ouvi dos amigos que eu sou uma boa mãe, que crio meus filhos muito bem. Isso nunca me envaideceu. Eu sei que ainda há uma grande jornada pela frente. Filhos são para sempre. E as atitudes deles na vida adulta é que vão revelar os pais que fomos. Então por enquanto não posso dizer muita coisa, afinal o período de mãe é infinito, não acaba nunca. 


O que posso dizer é que meu coração só tem gratidão. Gratidão à Deus por ter me dado uma filha tão boa de conduzir na vida. Tranquila, obediente, com uma temperança na vida que me ensina muito. Todos meus filhos tem me ensinado muito e também me auxiliado nesse caminhar. 

Ser mãe é uma sublime missão. Quero cumpri-la bem. Daqui pra frente, serão novas emoções. A ordem natural das coisas estão em seu curso. Ela vai pra faculdade, depois penso que vai casar, construir sua família...é para isso que educamos nossos filhos, para dar asas a eles. Privá-los do seu destino seria muito cruel e egoísta. 


Se eu pudesse eu teria sempre a companhia dela do meu lado, mas a amo demais para mantê-la comigo. Por isso a deixo ir para a sua vida adulta, realizar seus sonhos...Só quero sempre estar aqui para quando ela precisar. 



6 de outubro de 2016

Diário de Uma Mãe: O Primeiro Namorado da Minha Filha!


Eu sinto que preciso falar sobre isso.
O primeiro namorado da minha filha. É, esse dia chegou, (risos). Há poucos anos estava pensando no seu primeiro aniversário, e agora ela me vem apresentar o primeiro namorado. Pensei que estava preparada para esse momento, mas acho que as mães nunca estão. Em seu derradeiro ano da adolescência, já prestes a inteirar seus 18 anos, minha primogênita Glória Stephanie, está namorando.

Na verdade o namoro já tem 4 meses, mas só agora após ver uma foto dela com o namorado na rede social, caiu a ficha. Minha filha, sempre foi uma adolescente muito tranquila. Passou a adolescência focada nos estudos, sempre gostou de música e aprendeu inglês com canções internacionais, o que eu acho  o máximo. Ela fala inglês com conversação, acho incrível pois nunca fez curso. 

Eu sei que se ela ver esse post vai me chamar para conversar, rsssss. Ela não gosta muito que eu conte sobre ela. Raramente falo, por que quero atendê-la nessa parte. Jamais quero expor sua vida pessoal, para não constrangê-la. 
Mas como ela mesmo mudou o status do face (risos), eu acho que não vai se importar muito.


Eu vejo que, se tem uma coisa na vida que acertei, foi em ser mãe. Por mais que muitas vezes nos culpamos por determinadas situações, olho o resultado a minha volta e vejo que estou colhendo bons frutos. 
Esse sentimento fino, de saber que a filhinha está namorando é natural. A gente tem filhos é para a vida. O que devemos fazer é cumprir nosso papel de educadores, de pais, de cristãos, e criar verdadeiros homens e mulheres de bem. 





14 de agosto de 2016

Diário de Uma Mãe: Não sou Pai e Mãe, sou Apenas Mãe!

Olá.
Eu poderia escrever esse post e falar sobre diferentes nuances dentro desse universo que é a paternidade. Portanto prefiro falar sobre a paternidade que a mim me delegam.
Então sugiro que você pegue um café, por que o desabafo é grande e vamos precisar, he, he.
Ora, sou apenas mãe. Nasci para isso, meu corpo, minha mente foi preparada para ser mãe. Por mais que meus amigos e a sociedade me dão esse título de pai e mãe, eu digo, sou apenas mãe, tento ser uma boa mãe. Jamais conseguirei assumir na vida do meu filho a identidade de um pai.

Meu filho não tem pai. Ainda não tem, quem sabe poderá vir a ter um dia. O dia de hoje, me faz refletir sobre o impacto que isso terá na vida do Pedro Augusto. Não é só a falta do nome do pai na Certidão de nascimento, é a falta do pai na vida. Ter um pai, é um direito que foi negado a ele. Um direito que eu não posso dar. Isso me faz sentir tão impotente. Por outro lado, a lei assegura esse direito. Mas o que é ser pai? É apenas um título, é uma obrigatoriedade imposta pela lei, ou ser pai é instruir outro ser na vida, dando amor, carinho, responsabilidade e dedicação. Esse termo ser pai, está defasado pela lei, pela sociedade e pela própria família.
Quando decidi ter o meu filho sozinha, desde então venho examinando que meu filho veio perdendo muito, mas por outro lado, ele veio vencendo. Ele ganhou a vida. Perdeu por que o pai biológico negou a paternidade, e abortou socialmente o meu filho, pois cada  vez que um homem rejeita um filho ao negar sua paternidade, ele também comete um aborto.  Infelizmente, muitos homens alegam não ter quaisquer responsabilidades na questão da reprodução.  Evitar a gravidez e se proteger nas relações sexuais são uma atividade exclusivamente feminina?

A gente vê pouca discussão nos fóruns, na sociedade como um todo nessa questão da paternidade não assumida e seus efeitos na vida de uma criança. Hoje o dia foi bem legal, nossa! Foi legal mesmo, muitíssimo agradável. Mas daqui cinco anos, como o Pedro vai agir nessa data. Fico pensando se ele vai virar pra mim e perguntar por que seus coleguinhas tem pai e ele não. Pergunto-me, o que a sociedade está fazendo para essas crianças. Essa mídia de comercialização, que se tornaram todas as datas alusivas, inclusive a do Dia dos pais. Fico pensando nas crianças que nunca tiveram o direito de comemorá-las.
Quando eu fiz a escolha de ser mãe novamente  e ainda de um filho sem pai, não foi a escolha mais fácil, mas com certeza foi a melhor e mais correta. Afinal, sofrer as consequências de um aborto deve ser terrível. 

O pai biológico do meu filho me propôs isso, um aborto, O mesmo disse que não queria ser pai novamente. O que poderia eu fazer diante de tudo isso era dar seguimento na minha gravidez, pois eu vim na terra para viver e dar a vida, aprender a amar e não praticar o desamor e tirar vidas, ainda mais do meu próprio filho.


Que me perdoe o feminismo, mas se tratando dos direitos da mulher, onde está o direito do ser a caminho? O direito a vida. Vida, por que o fato de nascer não extingue a vida antes do nascimento.  

Quando contrariei o pai do meu filho a não fazer o aborto, eu virei por consequência uma feminista declarada ao primeiro direito do qualquer ser humano. O direito de nascer. O direito da vida! Sofri muito com os argumentos de que meu filho poderia nascer com problemas físicos e até mentais. Tudo na tentativa de me fazer desistir dele. Esses argumentos são nojentos, e se tornaram um pesadelo durante toda a minha gestação.
Eu sou espírita cristã, e acredito que o aborto é a regressão da espiritualidade e da humanidade. Um novo ser humano na terra é a forma que Deus usa para evoluir os espíritos. Não sou eu e nem você que decide quem vive e quem vai morrer. Quem faz um coração bater é Deus, então quem pode pará-lo é somente Deus. Contrariar as leis divinas não está em meus planos. Praticar um aborto é matar vidas. 

Fico me perguntando de que lado às pessoas está. É uma guerra social, entre o mais forte e o mais fraco. Claro que no mundo todo existe o holocausto silencioso, acredite existem leis que permite isso, a matança de seres humanos. E olho para meu filho e às vezes, penso que ele é um sobrevivente de tudo isso. Isso me afeta muito às vezes. 

Não quero julgar ninguém, mas sinto uma dor terrível e não quero condicionar meu filho a ser vítima da falta de responsabilidade de outra pessoa.

Vejo com o que passei, que Deus transforma em coisas belas as coisas terríveis que vivi. E diante de tudo isso, às vezes não compreendemos o tanto que o sofrimento pode ser belo.  Hoje olho para meu filho, tão saudável, tão inteligente e vejo quão rico é o nosso amor.  E o mínimo que eu posso fazer é apenas ser uma boa mãe pra ele, e encaminhá-lo no caminho em que se deve andar. Dar o melhor de mim. Quero poder dizer a ele quando crescer que ele nasceu para a grandeza. É para isso que os homens nascem. Para defender as mulheres e as crianças. Que homens não são feitos para usarem mulheres e a deixarem sozinhas. 
Homens são feitos para lutarem por algo, para serem chefes de famílias, pois nós mulheres estamos cansadas de fazerem o trabalho de vocês. Quero muito ensinar isso a ele.
Com tudo isso que aconteceu com a gente, eu aprendi muitas coisas, e uma delas foi que o meu valor e a minha dignidade devem prevalecer.  O que devo fazer é procurar sempre criar maneiras que meu filho não seja afetado pela falta do pai. Diante disso tudo eu me sinto lisonjeada e agradecida por ter tido na vida um pai em todos os sentidos que a palavra cabe. Um pai que me assumiu como filha, a mim e aos meus 8 irmãos. Um exemplo de pai, esposo e amigo. Ensinou-me não com palavras, mas com o exemplo. A honestidade é sua principal característica. Ele foi honesto com a família, com os filhos, com a sociedade, com as leis, com os princípios, com os valores.  Meu pai Francisco, mais conhecido como seu Chico, é para mim a referencia de um homem verdadeiro em minha vida. É isso que quero ensinar aos meus filhos. O valor da honestidade, para serem homens de bens e assumirem suas responsabilidades. 
Esse é o MEU CAMPEÃO!!! Pedro Augusto Nascimento!
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