23 de março de 2018

Desabafo: Sou Mãe Solteira Sim. E Daí!


Bem, o que me motivou a escrever esse post foi um desnecessário comentário que fizeram numa postagem na minha rede social quando eu compartilhei uma foto da minha derradeira gravidez. Ora, as pessoas pensam que nós mulheres temos total poder sobre a vida. Primeiramente quero esclarecer que ninguém tem nada haver com a minha vida, certo?

Então, eu sou mãe solteira. sim. E dai? Não vem ninguém na minha porta perguntar se estou precisando de alguma coisa ou sequer como está a nossa vida. Além deu passar um perrengue do lapeta, ( é lapeta mesmo viu gente), ainda tenho que lidar com o preconceito de  criar meus 3 filhos sozinha.


Minhas duas filhas mais velhas são fruto de uma relação estável de 5 anos. Já meu filho mais novo é fruto de uma noite apenas. Não vivi com o pai dele, nem sequer namorei. E quando o pai soube da gravidez abortou o filho. Eu não pude fazer o mesmo e dei continuidade a minha gravidez. Sinceramente num mundo onde muitas mulheres usam bancos de espermas para terem seus filhos e realizarem o sonho de ser mãe, ainda tem gente que acha um absurdo uma mulher ser mãe solteira através do método convencional.

Minha gente, eu cheguei a um ponto da minha vida que homem pra mim não passa de um mero coadjuvante. Não preciso de homem pra pagar minhas contas, não preciso de homem pra dar moralidade e educação pros meus filhos, e não preciso de homem para me sentir mais mulher.

Agora o que me chateia mesmo são os pre-julgamento das pessoas, os olhares maldoso, a pessoa perguntar se quero ter outro filho, (num tom irônico), simplesmente pelo fato deu recordar um momento feliz da minha gravidez. Isso me incomoda. E se eu quiser ter outro filho? Qual é o problema? Não vou fazer com você. Não é ilegal, nem imoral, (talvez seria há uns 30 anos atrás), o máximo que pode acontecer é eu engordar um pouquinho.

"Agora o que me chateia mesmo são os pre-julgamento das pessoas, os olhares maldoso, a pessoa perguntar se quero ter outro filho, (num tom irônico), simplesmente pelo fato deu recordar um momento feliz da minha gravidez".

Quero ressaltar que não me arrependo e nunca me arrependi em nenhum momento, mesmo tendo passado dias difíceis, de ter optado em levar adiante minhas gravidezes  e ter tido meus filhos. E que também o fato de meu filho não ter pai isso não significa menos belo a maternidade e a minha gravidez e todos os momentos que tivemos.

Criei meus filhos sem uma figura paterna, mas isso não impediu deu conseguir inserir na vida deles um conceito moral e educação.

Quer comentar sobre esse post, fique a vontade!


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