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19 de dezembro de 2022

Inimigo Socialmente Construído

Oiêeee.

Li um artigo ontem escrito e me despertei para uma reflexão da nossa identidade nacional,  e buscando entender a lógica da cordialidade e do patrimonialismo em meu cotidiano, me deparei com duas realidades da história. . . Como sabem, sou servidora pública, trabalho dentro da Secretaria de Gabinete do prefeito com comunidades tradicionais indígenas, residentes no município e também com indígenas imigrantes refugiados. 


É sabido que o Estado não detém de um programa de políticas públicas para esses povos que aqui chegaram com maior intensidade há 4 anos,  devido a grande crise humanitária na Venezuela.


Falando num contexto geral de Povos indígenas independente de sua condição, o indígena não deixa de ser indígena por estar em outro país ou numa condição de refugiado. Pois bem, socialmente falando todos nós, preciso me incluir nisso por que sou humana e como diz um grande mestre a humanidade é uma só. Eu venho trazer aqui uma reflexão bastante pertinente sobre o inimigo, ou inimigos que socialmente construímos. 



Vemos também a situação vice-versa. 


Continuando...eu tenho diversos colegas de trabalho, amigos até que são bolsonaristas. Quando uso o termo bolsonaristaa, não me refiro apenas o voto ao presidente em questão. Falo de algo mais profundo, de algo mais consolidado. Uma corrente que vem ganhando força pelo país. 


Falo que isso é um terreno perigoso, por que vejo a história se repetir. Vejo no *bolsonarismo uma tendência do nazismo. Desse modo, observando a história, vemos o que o nazismo fez com o povo judeu, onde os Alemãs acharam que os judeus eram seus inimigos. Fizeram isso também com a população negra, onde os europeus colonizaram o continente Africano no contexto de escravidão e subserviência. Fizeram isso com os indígenas. Em todo o mundo e no Brasil também, e o fazem até os dias de hoje. O que mudou foi apenas o espaço, o território, pois a elite agora é urbanizada. 


Então é preciso entender o contexto histórico das relações, o patriarcado, o processo de globalização e seus efeitos. O etnocentrismo como uma forma extrema de violência social que subjetivamente simboliza o outro. Cuidar para que os meus julgamentos não sejam implacáveis, e entender realmente as histórias, sem cortes, ou apenas a  parte que me convém. Ver com sensibilidade o que realmente acontece e dessa primícia validar e discutir a existência do outro sem atribuir bem ou mal. Trazer ruptura com a estrutura única e ver de que forma internalizamos as histórias incompletas. 


Sim Maria, mas o que mesmo você está querendo dizer? Estou querendo dizer que nós a partir de nossas crenças inválidas construímos socialmente alguns inimigos. Isso está acontecendo em evidência no nosso país. Vi notícias de pessoas matando o outro por ideologias antagônicas. 


Eu quero mesmo é deixar um alerta para que nós não entremos naquela vibe de ódio. 



*fenômeno político de extrema-direita


28 de junho de 2021

Lapidação de Pedras Preciosas em Parauapebas

 

Oiêee, vem cá que eu vou te contar tudo sobre o curso de Noções Básicas de Lapidação de Pedras Preciosas e Gemas, oferecido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento.

Eu estava com vontade de fazer algo diferente das áreas que atuo e apareceu essa oportunidade do curso. Realmente é algo bem atípico a tudo que já havia feito. Conseguir fazer o passo a passo da lapidação de uma pedra bruta e deixar ela numa pedra brilhante é satisfatório demais.

Falar em passo a passo, eu vou passar pra vocês, como se dá esse processo que é utilizado de base para toda lapidação de uma pedra preciosa.

Primeiro temos que escolher uma pedra bruta que não tenha cortes. O tipo de pedra escolhida é que vai determinar de que maneira ela será lapidada, de acordo com sua forma. Em seguida, vamos escolher qual o formato queremos dar a essa pedra e é aí que damos início a preparação. 

O corte é o início de moldagem da pedra, essa parte é feita numa máquina de lapidação, onde vai tirar as partes desnecessárias da pedra. 



O segundo passo é colocar essa pedra na ponta de uma vareta redonda de ferro, que chamamos de dop. Para prender a pedra na vareta usamos uma cera. É aí a parte que exige habilidade, pois usa-se, o fogo para moldar a cera na vareta e colar a pedra.

Após esse processo inicia-se realmente a lapidação, que é feita com a pedra num disco. São várias facetas que vão sendo moldadas dependendo do formato que escolhemos para a pedra. 




Sabe-se que quanto mais facetas, mais brilho a pedra vai reluzir. Para finalizar a gema, é necessário dar o polimento para remover a poeira originada no processo de lapidação.


Após o polimento da pedra acabada, é que se chega ao produto final. Embora, o processo de lapidação de pedras não seja algo impossível de ser feito, é recomendado que todas as etapas sejam executadas por bons profissionais e por instrumentos e equipamentos apropriados para realizar o procedimento. 




A beleza e o valor da pedra depende da lapidação e do polimento. Quanto mais perfeito estiver a pedra e mais brilho ela tiver, maior é seu valor comercial.
Legal, né gente!

Eu amei o curso, conseguir fazer minhas pedras e por serem as primeiras eu achei que elas ficaram perfeitas. he, he.

Também gostei muito do curso, e dessa iniciativa de Seden, pois esse curso só tem nos grande centros urbanos e é super caro, em torno de uns R$4.000,00 então a mamis blogger está no lucro he, he.






21 de setembro de 2020

Boas Vindas à Primavera de 2020!

Bons dias meus amores! 🌼

Semana começando, e uma estação todinha pra gente desfrutar o que é belo.



Eu amo a primavera, 🌷não só pela beleza que ela produz, mas por que ela começa em setembro, um mês que eu gosto bastante. 



Mas o que eu quero falar mesmo é que tem um super projeto para os apaixonados pela primavera assim como eu. A associação dos planetários irá fazer um evento online para a transmissão para dar as boas vindas da chegada na primavera, amanhã, terça-feira, 22 em todo Hemisfério Sul. 


Trata-se do equinócio da primavera, um ponto da órbita do nosso planeta que marca o início de uma estação do ano, neste caso a primavera. A sessão começa às 10h de terça-feira e pode ser acessada gratuitamente neste link.


Gentem!!! Segura essa" Para quem ainda não teve a  oportunidade de estar em um planetário, é como estra estar em uma janela para o céu.  

 

“Vamos ver o céu do Brasil". 


25 de agosto de 2020

O Rotary Celebra a Erradicação da Pólio na África

Dedicação dos rotarianos e seus parceiros promove libertação dos países africanos da Pólio.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou em 25 de agosto que a transmissão do vírus selvagem da pólio foi oficialmente interrompida em todos os 47 países da sua região africana. Este é um passo histórico e vital para a erradicação global da pólio, que é a principal prioridade do Rotary.




Depois de décadas de resultados positivos alcançados arduamente na região, o Rotary e seus parceiros na Iniciativa Global de Erradicação da Pólio ( GPEI) — OMS, CDC, Unicef, Fundação Bill e Melinda Gates, e GAVI (Aliança Global para Vacinas e Imunização) — estão proclamando o marco como uma conquista de peso na saúde pública. O grupo prova que um forte compromisso, coordenação e perseverança são capazes de livrar o mundo da paralisia infantil.


A certificação de que a região africana está livre do vírus selvagem da poliomielite veio depois que o Comitê Regional Africano de Certificação da Pólio, uma entidade independente, fez uma minuciosa análise local que não detectou novos casos. O comitê também examinou a documentação de vigilância, imunização e capacidade laboratorial da pólio nos Camarões, República Centro-Africana, Nigéria e Sudão do Sul. Tal comitê já havia aceitado a documentação de outros 43 países da região.


Os últimos casos de pólio causados pelo vírus selvagem na região africana foram registrados no estado de Borno, no norte da Nigéria, em agosto de 2016, após dois anos sem ocorrência de casos. Conflitos internos, somados aos desafios de se trabalhar com populações em trânsito, dificultaram os esforços para imunizar as crianças na área.

Cerca de 2 milhões de voluntários ajudam a vacinar 220 milhões de crianças contra a pólio várias vezes ao ano na região africana.


Agora que a região africana está livre do vírus selvagem da pólio, cinco das seis regiões da OMS, representando mais de 90% da população mundial, estão livres da doença. Contudo, a pólio causada pelo vírus selvagem ainda é endêmica no Afeganistão e Paquistão, mas a certificação da região africana, celebrada em evento de transmissão ao vivo, deu mais ímpeto para eliminar o vírus de vez. O evento teve como palestrantes o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari; Bill Gates; o presidente do RI, Holger Knaack; o presidente da Comissão Pólio Plus da Nigéria, Dr. Tunji Funsho; e representantes de outros parceiros do GPEI. A celebração foi seguida de uma coletiva de imprensa.


No programa, Knaack falou da importância de se divulgar boas notícias durante a pandemia de covid-19. “Os desafios à frente são grandes", disse Knaack, “E é por isso que devemos celebrar esta grande conquista e reconhecer todos os que desempenharam papéis importantes para chegarmos a este marco. Estamos colhendo mais e mais os frutos do nosso trabalho.”


A conquista veio após décadas de trabalho


O cenário de hoje, com nenhum caso do vírus selvagem da pólio detectado na África, é bem diferente do de 1996, quando 75.000 crianças ficaram paralíticas na região por causa da doença. Naquele ano, numa reunião da Organização da Unidade Africana nos Camarões, os chefes de estado africanos comprometeram-se a erradicar a doença do continente.


Para reforçar o compromisso, também em 1996, o Rotary, seus parceiros na GPEI e o presidente sul-africano Nelson Mandela lançaram a campanha Chute a Pólio para Fora de África. Com partidas de futebol e apoio de celebridades, a campanha aumentou a conscientização sobre a pólio e ajudou mais de 30 países africanos a realizar seus primeiros Dias Nacionais de Imunização. O chamado de Mandela mobilizou as nações e líderes africanos para que se dedicassem a imunizar todas as crianças contra a pólio.


Os associados do Rotary contribuíram cerca de US$890 milhões à erradicação da pólio nesta região. Os fundos permitiram que a organização aprovasse Subsídios Pólio Plus para financiar transporte da vacina, campanhas de conscientização, Dias Nacionais de Imunização e trabalhos de vigilância do vírus.

Visite endpolio.org para saber mais e doar.

por Ryan Hyland

 

15 de julho de 2020

Recadinho da Prefeitura: Entraremos de Recesso Funcional


Bom dia!!!

Pessoal, saiu o Decreto 681 -2020, que trata do recesso funcional do mê de julho. Para quem não parou nessa pandemia, como o departamento que eu trabalho, a gente quer descansar um cadinho 😁.

O Decreto foi publicado ontem, e não inclui serviços essenciais, cabendo a cada gestor deixar um servidor em sistema de escala ou plantão.




27 de março de 2020

Conhecendo o Museu do Piauí!



Fundando em 1934 o Museu do Piauí - Casa de Odilon Nunes, se localiza bem no centrinho de Teresina em frente a Praça da Bandeira.


Em uma estadia na capital, derretendo numa temperatura de 40º,  eu e as crianças resolvemos conhecer o museu.

Lá é possível conhecer toda a história piauiense. Com traços neoclássicos e itens catalogadas que vão desde peças pré-históricas e obras importantes da arte contemporânea de renomados artistas piauienses, além de artesanato, indumentárias e mobiliários, o museu é uma ótima opção de mergulho na História.

Confesso que fiquei bem impressionada com algumas peças, a exemplo dos instrumentais usado para lobotomia. A gente sai de lá com uma sensação de peso, pelo passado macabro que existiu. Por outro lado podemos ver peças maravilhosas, como roupas da época, louças da Companhia das Índias, porcelanas chinesas e inglesas, mobiliário e quadros do século XIX, como a famosa tela de “Dom Pedro II”, de Victor Meirelles.

O museu funciona no antigo casarão onde residiu por anos o Comendador Manoel Jacob Almendra.




Na área externa do prédio o que me encantou foi a coleção de objetos que contam a história da imprensa no Piauí. As máquinas de prensa de ferro mostra como todo esse universo do jornalismo que eu vivencio teve início.





A média de visitação é de 12 mil pessoas por ano que são, em sua maioria, estudantes de escolas públicas e privadas.

A riqueza cultural do Museu do Piauí – Casa de Odilon Nunes é um convite constante para desvendar e descobrir o perfil cultural de várias gerações.





Então quando forem a capital da terra do fogo, 💣💣 não deixem de fazer uma visitinha ao museu. 




20 de março de 2020

Como Mudar Seu Estilo de Vida Com a Quarentena!


Como diz o velho ditado, não há nada de ruim que não se possa tirar um proveito, seja uma lição, ou uma visão diferente de mundo. 

Com o atual momento que o mundo está passando as pessoas se limitando a ficar em casa por pura necessidade, podemos tirar algo positivo em meio a tudo isso. 
Para muitos é quase que uma obrigação se privarem de sair as ruas, fazerem compras, passearem em shoppings  e as cosias que estão acostumadas. 

Mas nós podemos aproveitar esses dias de "isolamento social", eu não gosto desse termo por que eu não me considero que vivo em isolamento social e ficar em casa é justamente o que mais faço, aliás a única coisa que faço, quando não estou no trabalho, na minha religião e nas reuniões ou eventos rotários. Minha vida se limita ou se expande, a essas coisas, (o que eu já acho bastante coisas he, he). 
Raramente um jantar e uma saída esporádica com as crianças a eventos pontuais atendendo mais a necessidade deles. 


Então vamos lá, falar de um estilo de vida que eu me considero inclusa.

Que tal preparar a casa para a chegada da nova estação, (o outono chegou)  ler um livro ou simplesmente tomar um chá contemplando o silêncio. Tudo o que pode trazer conforto e sensação de bem-estar tem um nome ainda sem tradução para o português: hygge. O estilo de vida praticado na Noruega (seguida da Dinamarca e da Islândia) faz com que as pessoas se sintam mais felizes. Aliás a Noruega foi considerada o país mais feliz do mundo de acordo com o relatório anual da ONU (Organização das Nações Unidas). 

E qual é o segredo dessa tal felicidade? Além da cordialidade e de políticas de bem-estar social empregadas nesses países, muita gente atribui o sucesso ao conceito de hygge, pronuncia-se “rîgue”, praticado de maneira orgânica pelos povos nórdicos. 

Com invernos rigorosos, os dinamarqueses têm pouquíssimas horas de sol por dia e o com baixas temperaturas ficam a maior parte do tempo em casa.
Mas o que dizer de nossa região, cidade, que tem temperaturas elevadas, como criar um ambiente aconchegante. 

É mais fácil do que se imagina. Aqui em casa eu conseguir essa proeza. 

Assumi uma decoração mais minimalista, coloquei plantas dentro de casa, isso dá sensação de leveza e bem estar. Móveis rústico e essenciais formam um contexto mais de campo, me levando a vivências de infância. 

E eu amo, amo ficar na minha casa, deitar na minha rede, tomar um café no fim do dia. São costumes que vão se inserindo em nosso cotidiano. 



  

Conseguir criar um ambiente onde todos se sentem confortáveis e percebemos que ficar em casa chega a ser uma coisa bem importante pra nós.



No final da tarde tomar um café, passar um tempo curtindo um aconchego  pode ser bom para a alma e para esses dias difíceis de auto isolamento social. 

 



E ai, vocês também tem um cantinho preferido em casa, me contem, quero saber. 💋


28 de agosto de 2019

Minha Primeira Experiência nas Aldeias Xikrin do Cateté


Claro que eu tinha outra expectativa de realidade das aldeias indígenas da comunidade Xikrin. 💘

Sabe o conhecimento abstrato e intuitivo que imperava em mim sobre as aldeias de nosso município, veio por terra no exato momento da chegada, logo na primeira aldeia.

Acho que as aldeias visitadas por mim até então e os estudos da "5ª série" da minha época internalizou tão profundamente em mim que eu esperava ver pequenas ocas de palhas, (risos).

Quando chegamos, logo vi que, por falta de vivência, para não dizer de conhecimento mesmo, minhas expectativas não seriam nem de perto atendidas. Eu só posso afirmar com propriedade que não sabemos nada sobre uma aldeia indígena. Não sabemos mesmo! Não sabemos ao certo o que é preservar seus costumes, quão boa é a aproximação com os brancos, como eles vivem e se socializam entre si. Achamos que sabemos sobre eles, mas na realidade não sabemos nada. Somos meros cidadãos pretensiosos que acham que sabem de tudo.

A primeira aldeia em que chegamos foi a Pokrô. É uma nova aldeia. Lá vivem cerca de 20 famílias, que somam em média 80 índios. A maioria são crianças e jovens, motivo pelos quais solicitaram ao poder público municipal uma escola e posto de saúde. Essa aldeia em questão, ainda não tem serviços básicos, como por exemplo, sistema de abastecimento de água. Motivo este, pelo qual estávamos lá.


O engenheiro do Saaep olhou o poço onde a comunidade está pegando água para o abastecimento doméstico

A ida a aldeia foi uma visita técnica promovida pela gestão municipal através do Departamento das Relações Indígenas em parceria com o Sistema de abastecimento de Água e Esgoto e Secretaria Municipal de Produção Rural. O engenheiro do Saaep, que nos acompanhava na visita fez a parte técnica. Olhou o local onde será feito o poço artesiano para o abastecimento de água na Aldeia e tudo mais quanto fosse necessário para garantir aquela comunidade o abastecimento potável. 

Por enquanto os índios dessa aldeia estão vivendo em barracos improvisados e estão começando uma nova comunidade, porém com muitas dificuldades.

O Agrônomo da Sempror dando explicações sobre os possíveis projetos a serem desenvolvidos na comunidade
Para mim eu vivi alguns momentos de imersão. Após a visita na Pokrô percorremos mais 26 quilômetros até a aldeia Djujekô, onde almoçamos. Eu mesma preparei nosso alimento. Eu já tive a honra de ter um banquete com peixes e frutas preparado por uma comunidade indígena, da tribo Guarani, na praia de Camboinhas na Cidade de Niterói-RJ em 2008. Porém, nos Xikrin não me senti a vontade devido o adiantado da hora, já passava das duas da tarde e eles já haviam almoçado. Apesar de termos sido bem recepcionados na casa do Cacique, fui eu mesma preparar o nosso alimento. Confesso que não foi nada fácil cozinhar num fogão a lenha com muita fumaça e sem a comodidade que estou acostumada.

Na Djujekô já deu para perceber os costumes circulares onde as casas foram construídas e a casa do guerreiro ao centro. As casas são simples e com pouca mordomia para nossos padrões. 

Nessa aldeia percebi  que as mulheres fazem pintura corporal com jenipapo e urucum, artesanato com miçangas e sementes, e pequenos cestos de cipó ou palha de buriti. 👌


 Inclusive até  adquirir um cesto pra mim que está nesse momento decorando a parede atrás do meu home office. 💝



Agora meu trevo já tem um lugar especial pra ficar!

Uma coisa me chamou bastante a atenção nessa aldeia, a quantidade de resíduos produzido e essa correlação com a cultura do branco. Ao questionar sobre a quantidade de garrafas peti espalhadas pelos quintais, fui informada que os índios adoram refrigerante. É bastante comum vê-los tomar a bebida quando estão reunidos.
Uma das iguarias preferidas dos Xikrin, carne de jabuti.

Após o almoço 🐢 seguimos viagem para o nosso próximo destino, a Aldeia Ôodjã. Logo ao chegar percebi uma diferença em relação à Aldeia Djujekô.  A Ôodjã estava mais organizada, sem a presença de resíduos sólidos e as casas já não tinham tantos objetos e entulhos.  Ver semelhanças dentro de uma mesma sociedade é incrível e confuso ao mesmo tempo. Mais incrível ainda é ver essa diferença com a nossa realidade.
Ainda na aldeia Ôodjã, o coordenador das Relações Indígenas da Prefeitura Municipal de Parauapebas, relatou que alguns costumes são imprescindíveis para a boa convivência e relação com o branco e os Xikrin, como um simples aperto de mão. Girlan visitou a casa dos professores e conversou com os líderes indígenas estreitando ainda mais a relação da gestão municipal com a comunidade Xikrin.


Após essa visita as aldeias, eu percebi de forma muito intensa, o quanto estamos desconectados de nossos semelhantes e como a opinião dos mais velhos é valiosa para todas as etnias indígenas. Percebi o quanto não respeitamos os saberes dos nossos ancestrais e de nossa árvore genealógica. Uma velha índia sabe qual erva usar pra sanar diversas doenças, tocando a barriga de uma mulher grávida sabe qual posição o bebê está. São verdadeiras parteiras.

Mergulhar nesse mundo exótico e desconhecido é um presente pra mim. Quando mergulhamos em algo novo, percebemos que aquilo quebra algumas limitações, tabus, etc. Nos tempos da faculdade estudei bastante sobre a cultura indígena. Com um período de tempo afastado de quase tudo, e após essa retomada de vivências quase que repentina, devo confessar que, internamente  foi difícil estabelecer uma visão consistente sobre os Xikrin.

No mais percebi uma grande influência da nossa cultura internalizada na aldeia, a exemplo da evangelização, mais precisamente na Cateté, onde concentra a maior população indígena. Percebi que construíram um templo onde se reúnem e cultuam a religiosidade agora no cristianismo. 
No mais o que me resta é a esperança de aprender a amar o meu semelhante e ver dias melhores nas aldeias. 💗

5 de dezembro de 2018

Chácara Rio Jordão Oferece o Melhor Lazer no Final de Semana



Se você procura um lugar tranquilo e comodidade para passar o seu final de semana, você tem a Chácara Rio Jordão. Um lugar com diversos espaços de lazer para você e sua família.
Na Chácara Rio Jordão tem mesa de jogos, piscinas (adulto e infantil), rio, quiosques, área verde, gramado, quadra de areia, campo de futebol e estacionamento. 

A Chácara Rio Jordão localizada na PA 160 km 18, entre Parauapebas e Curionópolis. 



Piscina Infantil

Quiosques




Mesa de Jogos


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