6 de julho de 2026

Avanço histórico: Câmara aprova estruturação da Educação Escolar Indígena em Parauapebas

 Em sessão ordinária realizada na última terça-feira (30), a Câmara Municipal de Parauapebas aprovou o Projeto de Lei nº 310/2026, de autoria do prefeito Aurélio Goiano (Avante), que promove uma ampla reestruturação na Educação Escolar Indígena (EEI) da rede pública municipal, além de criar e majorar cargos no âmbito da Secretaria Municipal de Educação (Semed). 


Diferente do modelo de ensino tradicional da rede urbana, a Educação Escolar Indígena é uma modalidade garantida pela Constituição Federal e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Ela consiste em um direito a um ensino diferenciado, intercultural e bilíngue (ou multilíngue).

 

Na prática, isso significa que as comunidades indígenas têm o direito de utilizar suas línguas maternas e seus processos próprios de aprendizagem. O objetivo central é proporcionar o acesso aos conhecimentos científicos da sociedade nacional ao mesmo tempo em que se preserva e valoriza a identidade étnica, as ciências próprias, as memórias históricas e os saberes tradicionais de cada povo, evitando a aculturação e a evasão escolar.

 

O projeto aprovado vai além e assegura que esse atendimento pedagógico específico também se estenda aos estudantes indígenas matriculados em escolas urbanas, garantindo que sua identidade cultural seja protegida mesmo fora das aldeias.

 


Estrutura, novos cargos e impacto financeiro

O Projeto de Lei nº 310/2026 consolida e organiza o Departamento de Educação Escolar Indígena (DEEIND), vinculado à Semed. O setor contará com coordenações e áreas técnico-pedagógicas específicas voltadas à formação continuada, produção de materiais didáticos próprios, educação ambiental e preservação das línguas, como a Língua Xikrin.

 

Para dar sustentação à nova estrutura, a lei cria 114 cargos efetivos específicos voltados ao magistério indígena, divididos da seguinte forma:

  • 66 cargos de Professor Escolar Indígena I (profissional pertencente a povo indígena, com formação específica em magistério indígena ou licenciatura);
  • 40 cargos de Professor Escolar Indígena II (profissional com licenciatura plena ou bacharelado com complementação pedagógica e experiência comprovada na atuação com povos indígenas);
  • 8 cargos de Mestre com Notório Saber Indígena (membros reconhecidos por suas comunidades como detentores de saberes tradicionais, permitindo que lecionem mesmo sem escolaridade formal).

 

A matéria também cria cargos em comissão para a coordenação pedagógica e majora a quantidade de cargos já existentes na rede de ensino (como Diretores, Vice-Diretores, Coordenadores de Apoio Pedagógico e Secretários de Escola) para suprir o crescimento da demanda e o déficit funcional no município.

 

A adequação financeira da proposta foi atestada por estudos da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), que preveem um impacto orçamentário aproximado de R$ 20.758.879,97 para o exercício de 2026. O valor representa cerca de 0,80% da Receita Corrente Líquida do município, mantendo as despesas com pessoal do Executivo em 47,68%, patamar abaixo do limite prudencial exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

Análise das comissões

O Projeto de Lei nº 310/2026 foi analisado conjuntamente pelas comissões de Constituição, Justiça e Redação (CCJR); de Finanças e Orçamento (CFO) e de Educação e Cultura (CEC).

 

Em seu parecer, o relator do projeto, vereador Leandro do Chiquito (SD), opinou pela aprovação da matéria, concluindo que o projeto é plenamente constitucional, legal e de inequívoco interesse local. O parlamentar ressaltou que a autoria da proposição partiu do próprio Chefe do Executivo, respeitando a competência privativa do prefeito para criar cargos e organizar a estrutura administrativa interna.

 

Chiquito também validou a regra de concurso público para preenchimento das vagas efetivas e pontuou que o uso de critérios objetivos baseados em identidade étnica, domínio da língua materna e vínculo comunitário é legítimo e proporcional à natureza da modalidade de ensino.

 

“Sob o enfoque educacional e cultural, a proposição contribui para o fortalecimento da educação pública municipal, para a proteção da diversidade cultural e para a efetivação de direitos fundamentais dos povos indígenas, conforme assegurado pela Constituição Federal”, enfatizou o relator.

 

Com o parecer favorável das três comissões, o projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores. O presidente da Câmara, Anderson Moratorio (PRD), que defendia e cobrava do Executivo a regulamentação da Educação Escolar Indígena no município, agradeceu aos parlamentares pela aprovação do projeto e parabenizou os indígenas do município pela conquista.

 

“Esta é uma pauta antiga da comunidade Xikrin do Cateté de garantia de direitos em relação à construção e a condução da política da educação indígena. Até este momento, a educação indígena é tratada em Parauapebas como a educação do campo, sem a regulamentação específica. Então, esse projeto é um avanço e um ganho para a comunidade Xikrin do Cateté, uma luta de muitos anos. É necessário que se tenha um olhar para os povos originários e esse projeto permite um grande avanço. Eu espero que ele se concretize na ponta, na realidade”, enfatizou Moratorio.

 

O Projeto de Lei nº 310/2026 segue agora para sanção do prefeito Aurélio Goiano e entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Município.

 

Texto: Nayara Cristina / Foto: Dione Gastão (AscomLeg 2026)

 

Vereadores derrubam veto integral do prefeito Aurélio Goiano a projeto sobre manejo de animais soltos

 Em uma sessão ordinária marcada por debates jurídicos e políticos na última terça-feira (30), a Câmara Municipal de Parauapebas rejeitou o Veto Integral nº 8/2026, de autoria do prefeito Aurélio Goiano (Avante), que incidia sobre o Projeto de Lei nº 285/2025, de autoria do vereador Tito do MST (PT), batizado de "Lei Amanda Lima". 


A proposta dispõe sobre normas gerais para a prevenção de riscos e o manejo de animais encontrados soltos em vias públicas, visando a proteção da saúde pública, segurança urbana e bem-estar animal.

 

Na mensagem enviada ao Legislativo, o prefeito Aurélio Goiano justificou o veto com base em argumentos de inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público. Apesar de reconhecer a relevância social do tema, Goiano apontou que o projeto invadia a competência privativa do Poder Executivo ao disciplinar a organização administrativa e a execução de serviços públicos.

 

"A norma permanece interferindo diretamente em atividades administrativas típicas, vinculadas à definição de protocolos operacionais, logística de recolhimento, critérios técnicos, campanhas institucionais e ações permanentes de fiscalização", argumentou o prefeito na mensagem.

 

Além da tese de violação ao princípio da separação dos poderes, o prefeito elencou outros três pontos centrais para barrar a proposta:

  • Ausência de impacto financeiro: A falta de estimativa de impacto orçamentário-financeiro, o que violaria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
  • Ofensa à impessoalidade: O prefeito questionou a denominação "Lei Amanda Lima" dada à norma, alegando afronta ao princípio da impessoalidade previsto no artigo 37 da Constituição Federal.
  • Superposição de normas: Segundo o Executivo, a matéria já é regulamentada pelo Decreto Municipal nº 002/2000, e um novo texto geraria insegurança jurídica.

 


Discordância

O relator da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), vereador Sadisvam Pereira (PRD), em seu parecer, rebateu ponto a ponto as justificativas do Executivo e votou pela rejeição do veto.

 

O principal argumento do relator foi que as "vulnerabilidades formais" do projeto original foram sanadas por emendas modificativas da própria CCJR antes da votação final. O texto substituiu termos impositivos por termos de caráter facultativo e programático, alterando as redações para "o Poder Executivo poderá realizar" e "o Município poderá desenvolver".

 

Segundo o relator, a lei não cria cargos, órgãos ou despesas automáticas, limitando-se a fixar diretrizes gerais de interesse local. Sadisvam citou o Tema 917 de Repercussão Geral do Supremo Tribunal Federal (STF), que valida leis de iniciativa parlamentar que gerem repercussão administrativa ou financeira, desde que não trate da estrutura administrativa, das atribuições dos órgãos públicos ou do regime jurídico dos servidores.

 

Por ter caráter autorizativo e condicionado ao planejamento e orçamento futuros do Executivo, a CCJR desconsiderou a necessidade imediata de cálculo de impacto financeiro.

 

Sobre o nome da norma como "Lei Amanda Lima", o relator defendeu que a nomenclatura tem caráter meramente "honorífico, memorial e pedagógico", ligado ao fato que motivou a lei, sem configurar promoção pessoal de agente público.

 

"As razões apresentadas pelo Executivo revelam-se predominantemente relacionadas a juízo de conveniência administrativa e oportunidade governamental, matéria cuja apreciação compete soberanamente ao Plenário, não constituindo fundamento jurídico suficiente para afastar a validade da proposição aprovada pelo Poder Legislativo", concluiu Sadisvam Pereira.

 

Os demais vereadores presentes em plenário seguiram orientação do relator e votaram pela rejeição do Veto Integral nº 8/2026. Com a derrubada da matéria, o Projeto de Lei nº 285/2025 segue agora os ritos legais para se tornar lei efetiva no município de Parauapebas.

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Texto: Nayara Cristina / Foto: Dione Gastão (AscomLeg 2026)

Projetos que regularizam situação imobiliária do prédio da Câmara de Parauapebas são aprovados

 Em sessão ordinária realizada nesta terça-feira (30), a Câmara Municipal de Parauapebas aprovou dois projetos de lei enviados pelo prefeito Aurélio Goiano (Avante) que, juntos, resolvem um antigo impasse jurídico envolvendo o prédio onde funciona o próprio Poder Legislativo. Os Projetos de Lei nº 115/2026 e nº 116/2026 foram elaborados para cumprir uma exigência do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM/PA). 


As novas medidas regularizam o uso de uma área de mais de 7 mil metros quadrados, localizada no bairro Beira Rio II, onde fica a sede da Câmara Municipal.

 

O que os projetos fazem na prática?

Para entender o que mudou, imagine a Prefeitura como sendo o município e a Câmara de Vereadores como integrante dele. No papel, a Casa de Leis não é uma empresa ou uma pessoa independente; ela é um órgão que faz parte do próprio município. Por causa disso, o Tribunal de Contas alertou que a Prefeitura não pode "doar" um terreno para a Câmara, porque ninguém pode doar algo para si mesmo.

 

Assim, os dois projetos aprovados buscam regularizar a situação:

  • Projeto de Lei nº 115/2026 (a revogação): Ele anula uma norma antiga, a Lei Municipal nº 4.435/2010, que tinha autorizado a "doação" errada do terreno. Na prática, o projeto desfaz esse nó jurídico do passado, mas garante que tudo o que foi feito lá dentro até hoje continue valendo legalmente;
  • Projeto de Lei nº 116/2026 (a cessão de uso): Ele substitui a doação pelo modelo correto, chamado cessão de uso. Agora, a Prefeitura continua sendo a dona oficial de todo o terreno, mas dá o direito formal e gratuito à Câmara de usar e administrar o espaço para os trabalhos legislativos.

 

“A medida regulariza a destinação do imóvel como bem público de uso especial, afeto ao serviço legislativo, preservando os efeitos já produzidos pela legislação anterior e evitando qualquer insegurança jurídica quanto à ocupação do espaço”, explicou o relator dos projetos na Comissão de Terras e Obras (CTO), vereador Michel Carteiro (PV).




 

Recomendação do TCM

A mudança ocorreu após uma consulta oficial feita ao TCM/PA pelo presidente da Câmara, vereador Anderson Moratório (PRD), na qual solicitou esclarecimentos sobre a possibilidade de doação do imóvel.. Em resposta, o Tribunal emitiu a Resolução nº 17.403/2025, apontando que, embora a Câmara tenha autonomia para administrar seu orçamento e suas contas, ela não possui "personalidade jurídica" e nem patrimônio próprio separado do município.

 

“Não é juridicamente possível a realização de doação de bem público imóvel matriculado em nome do município de Parauapebas à Câmara Municipal de Parauapebas, apesar da autonomia administrativa, financeira e orçamentária desta, considerando que o órgão legislativo não possui personalidade jurídica e, por conseguinte, patrimônio próprio, mostrando-se mais apropriado se valer do instituto da cessão de uso para formalizar a transferência do imóvel”, diz trecho do texto da resolução do TCM.

 

Com as aprovações dos projetos, o imóvel fica oficialmente "afetado ao serviço legislativo". Isso significa que na matrícula do terreno vai constar que o espaço tem a função pública exclusiva de abrigar a Câmara Municipal.

 

Como se trata de uma transferência interna entre órgãos públicos do próprio município, a legislação também dispensa a necessidade de fazer uma licitação.

 

Conquista histórica

Após a votação dos projetos, Anderson Moratorio ressaltou a importância da regularização da sede da Câmara e agradeceu aos envolvidos no processo.

 

“Nós garantimos à Câmara Municipal de Parauapebas a titulação e a regularização do imóvel da Casa. Isso é um avanço importante para essa legislatura. Nós somos o único prédio público de fato regularizado dentro dessa cidade. Um trabalho feito pela equipe técnica da Câmara com o apoio do Cartório de Imóveis e de todos os vereadores. Parabéns a todos!”, concluiu o presidente.

 

Confira aqui mais informações sobre o assunto: Histórico: Prédio da Câmara de Parauapebas é o primeiro imóvel público do município a ser registrado oficialmente (https://parauapebas.pa.leg.br/portal/noticias-plenario/item/3714-historico-predio-da-camara-de-parauapebas-e-o-primeiro-imovel-publico-do-municipio-a-ser-registrado-oficialmente)

 

Os Projetos de Lei nº 115/2026 e nº 116/2026 agora seguem para a sanção do prefeito Aurélio Goiano.

 

Texto: Nayara Cristina / Foto: Dione Gastão (AscomLeg 2026)

 

1 de julho de 2026

Vereadores aprovam indicações voltadas à mobilidade, saúde, lazer e geração de oportunidades

 Os vereadores de Parauapebas aprovaram, durante a sessão ordinária realizada nesta terça-feira (30), 13 indicações voltadas ao fortalecimento de políticas públicas em áreas como infraestrutura, saúde, educação, mobilidade urbana, lazer, geração de emprego e desenvolvimento econômico. As matérias foram aprovadas pelo plenário e serão encaminhadas ao Poder Executivo Municipal para análise e possível implementação.



Entre as propostas aprovadas está a Indicação nº 405/2026, de autoria do vereador Leandro do Chiquito (Solidariedade), que sugere a criação do Programa Municipal "Primeira Chance", destinado a ampliar as oportunidades de inserção de jovens de 16 a 24 anos no mercado de trabalho por meio da primeira experiência profissional.

Na área de infraestrutura, o vereador Zé do Bode (União) teve aprovadas duas matérias. A Indicação nº 435/2026 solicita a realização de vistoria técnica e auditoria sobre a qualidade da pavimentação asfáltica no Bairro Montes Claros, diante de indícios de deterioração das obras antes mesmo da conclusão. Já a Indicação nº 436/2026 propõe a criação de um programa para garantir a segurança alimentar dos estudantes da rede pública municipal durante o período de férias escolares, por meio de cartão alimentação, cestas ou kits alimentares, ou ainda oferta de refeições em unidades escolares.

O vereador Fred Sanção (PL) também teve duas indicações aprovadas. A de nº 448/2026 propõe a criação de um programa municipal de lazer itinerante durante as férias, com atividades recreativas, culturais e esportivas voltadas às comunidades rurais de Parauapebas. Já a Indicação nº 465/2026 solicita que o município adira à plataforma federal Contrata+Brasil, com o objetivo de ampliar a participação dos microempreendedores individuais (MEIs) na prestação de serviços públicos municipais.

O vereador Michel Carteiro (PV) apresentou duas propostas aprovadas pelo plenário. A Indicação nº 451/2026 solicita a implantação de uma faixa de pedestre elevada na PA-160, nas proximidades da Rua Novo Progresso, no Bairro Linha Verde, e da Rua Sedere, no Bairro Novo Brasil, para proporcionar maior segurança aos pedestres. Já a Indicação nº 452/2026 pede a reforma e revitalização das quadras esportivas do Bairro Alvorá, incluindo a ampliação da altura dos alambrados de proteção.

Também foi aprovada a Indicação nº 453/2026, do vereador Tito do MST (PT), que propõe a construção de uma praça pública no Bairro Nova Carajás, ampliando os espaços destinados ao lazer e à convivência da população.

O vereador Alex Ohana (PDT) teve aprovadas duas indicações. A de nº 457/2026 solicita a readequação do cercamento do Parque dos Ipês, de forma que os quiosques passem a ficar localizados na calçada externa do parque. Já a Indicação nº 458/2026 pede a destinação de uma ambulância para atender a comunidade da Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé Gelado, garantindo atendimento pré-hospitalar aos moradores da região.

Na área da saúde e infraestrutura urbana, a vereadora Érica Ribeiro (PSDB) apresentou duas indicações aprovadas. A Indicação nº 460/2026 solicita a recuperação viária urgente nos bairros São Lucas I e Bela Vista II. Já a Indicação nº 461/2026 propõe a instalação de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atender os bairros Paraíso, Esplanada e Linha Verde.

Por fim, o vereador Sadisvam Pereira (PRD) teve aprovadas as indicações nº 462/2026 e nº 463/2026. A primeira solicita a reforma geral e revitalização do Mercado Municipal do Bairro Rio Verde. A segunda pede a realização de serviços de manutenção e infraestrutura na Rua T-11, no Bairro Cidade Jardim, incluindo roçagem, melhoria da iluminação pública, revitalizações e demais recuperações necessárias.

Com a aprovação em plenário, todas as indicações seguem agora para o Poder Executivo Municipal, que analisará a viabilidade de atender às solicitações apresentadas pelos parlamentares.

Texto: Josiane Quintino (AscomLeg 2026)

Zé do Bode apresenta bloco de moções e homenageia 46 personalidades em Parauapebas

 Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Parauapebas, realizada nesta terça-feira (30), os vereadores aprovaram, por unanimidade, um expressivo bloco com 46 moções de congratulação e reconhecimento. Todas as matérias são de autoria do vereador Zé do Bode (União) e buscam homenagear cidadãos, militares, pioneiros, políticos e entidades com relevantes serviços prestados à comunidade.

 


Reconhecimento oficial

No rito legislativo, a Moção de Congratulação e Reconhecimento é um instrumento formal de aplauso e agradecimento público. Ela representa a gratidão oficial do município — expressa por meio de seus representantes eleitos — a pessoas, empresas, entidades ou instituições civis que se destacaram em suas áreas de atuação (como saúde, segurança pública, comércio, indústria, ação social, esporte, educação e cultura), impulsionando diretamente o desenvolvimento socioeconômico e o bem-estar da população de Parauapebas.

 

Homenageados

Confira a relação nominal de cada homenageado e o número correspondente de sua proposição:

  • Moção nº 72/2026: Senhor Hamilton Silva Ribeiro
  • Moção nº 104/2026: Tenente-Coronel do Corpo de Bombeiros, Senhor Charles de Paiva Catuaba
  • Moção nº 105/2026: Médico Faisal Mesquita Salmen Hussain
  • Moção nº 106/2026: Senhora Angela Silva
  • Moção nº 109/2026: Senhor Floriano Mário Silva
  • Moção nº 110/2026: Senhor Antonio Ferreira de Carvalho – "Piau"
  • Moção nº 111/2026: Senhor João de Deus Oliveira
  • Moção nº 112/2026: Instituto Iluminar – Saúde Mental
  • Moção nº 113/2026: Senhora Cristina Silva Pedroso
  • Moção nº 114/2026: Senhor Edmilson Barbosa dos Santos
  • Moção nº 115/2026: Senhor Heber Silva Gomes
  • Moção nº 116/2026: Senhor Helinaldo dos Santos Leal
  • Moção nº 117/2026: Senhor Antônio Horácio Martins Filho
  • Moção nº 118/2026: Senhora Iracely Ramos da Silva
  • Moção nº 119/2026: Senhor Irineu Martini
  • Moção nº 120/2026: Senhor Jair Ferreira Braga – "Jair da Van"
  • Moção nº 121/2026: Senhora Janaína Batista Cardoso
  • Moção nº 122/2026: Senhor José Ailto da Silva Sampaio
  • Moção nº 123/2026: Senhor José Almi Alves Mota
  • Moção nº 124/2026: Senhor Deusdete Pereira
  • Moção nº 125/2026: Senhora Leonora Assunção Pompeu
  • Moção nº 126/2026: Senhor Mario César – "Mario da JK"
  • Moção nº 127/2026: Senhor Antonio Marcos Moraes Rosa
  • Moção nº 128/2026: Senhor Mateus Rodrigues de Melo
  • Moção nº 129/2026: Senhor Odilon Rocha de Sanção
  • Moção nº 130/2026: Pastor Domingos da Silva
  • Moção nº 131/2026: Senhor José de Ribamar Veras
  • Moção nº 132/2026: Senhor Paulo Rogério Brasileiro de Oliveira
  • Moção nº 133/2026: Senhor Raimundo Nonato de Oliveira
  • Moção nº 134/2026: Senhora Sônia Maria de Oliveira
  • Moção nº 135/2026: Senhor Valdemir da Silva Galeno
  • Moção nº 136/2026: Senhor Cleiton Ferreira de Borba
  • Moção nº 137/2026: Dr. Lauro Fontes Junior
  • Moção nº 138/2026: Senhora Francisca Melo da Silva
  • Moção nº 139/2026: Senhor Delsemir Becchi – "Gauchinho da Makro"
  • Moção nº 140/2026: Senhora Leonice de Oliveira
  • Moção nº 145/2026: Senhor Fernando da Silva Moreira
  • Moção nº 146/2026: Senhor Kildare Soares Silva
  • Moção nº 147/2026: Senhora Ana Karina Ribeiro da Silva
  • Moção nº 148/2026: Senhor Valdir Flausino
  • Moção nº 149/2026: Senhora Dalva Augusta de Lima Morais
  • Moção nº 150/2026: Senhora Maria Geralda da Cruz Dias – "Maria do Peixinho"
  • Moção nº 151/2026: Senhora Regina Alves dos Santos
  • Moção nº 152/2026: Senhora Sandra dos Santos Silva
  • Moção nº 153/2026: Casal Lázara Cesário e Celso Jeremias (Proprietários do Resort Espaço Família)
  • Moção nº 154/2026: Senhor Raul Protazio Romão

 

Entrega

Após a aprovação dos vereadores em plenário, as moções serão devidamente confeccionadas e entregues aos homenageados em uma sessão solene especial que será conduzida por Zé do Bode nesta quinta-feira (02/07), a partir das 17 horas.

 

Texto: Nayara Cristina / Foto: Dione Gastão (AscomLeg 2026)

 

Criação do Coral Municipal de Parauapebas é aprovada pela Câmara

 A música e a valorização do funcionalismo público ganharam destaque na pauta da sessão ordinária da Câmara Municipal de Parauapebas desta terça-feira (30). Os vereadores aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei nº 135/2026, de autoria do prefeito Aurélio Goiano (Avante), que institucionaliza e regulamenta a criação do Coral Municipal. 


De acordo com a matéria, o Coral terá natureza exclusivamente cultural, sem finalidade lucrativa e suas atividades serão consideradas de relevante interesse público. A participação no grupo musical é voluntária e os seus integrantes não receberão qualquer espécie de remuneração ou indenização, salvo a ajuda de custo para despesas com transporte, alimentação, uniformes e demais gastos necessários às atividades artísticas.

 

O Coral será composto por até cinquenta integrantes, preferencialmente servidores públicos municipais da administração direta e indireta, selecionados anualmente por meio de editais públicos com audições e classificação vocal.

 

Regulamentação

Embora esteja sendo oficializado agora, o Coral Municipal já se encontra em plena atividade desde setembro de 2025, realizando ensaios periódicos e apresentações em eventos cívicos da cidade. Atualmente, o grupo conta com 25 integrantes.

 

Com a aprovação do projeto, a iniciativa ganha estabilidade jurídica, suporte normativo e dotação orçamentária própria vinculada à Coordenadoria de Treinamentos e Recursos Humanos (CTRH).

 

O programa tem como objetivos promover o bem-estar social, incentivar o aprimoramento de habilidades musicais, estimular o desempenho profissional dos servidores públicos por meio dos benefícios psicossociais do canto coletivo e promover a imagem institucional do município, fortalecendo a identidade cultural de Parauapebas.

 

Regras

A proposição fixa critérios claros para a organização interna do grupo. Para permanecer no Coral, o voluntário deve manter uma frequência mínima de 75% nos ensaios (aferida semestralmente) e zelar pelo patrimônio público, sob pena de advertência, suspensão ou exclusão. Em contrapartida, o projeto assegura direitos importantes aos participantes:

 

  • Dispensa funcional (Art. 9º): O servidor público convocado para uma apresentação oficial do Coral será dispensado do seu posto de trabalho na prefeitura, sem qualquer prejuízo em sua remuneração e sem a obrigação de compensar as horas de ausência;
  • Ajuda de custo (Art. 10): Será pago o valor de R$ 200,00 por apresentação oficial para auxiliar nas despesas com transporte, alimentação, uniformes e outros gastos logísticos.

 


Emenda

Atendendo a uma recomendação dos próprios vereadores nas comissões, o prefeito Aurélio Goiano alterou o texto original do Projeto de Lei nº 135/2026, por meio da Emenda Modificativa nº 35/2026, para sanar uma contradição.

 

Enquanto o artigo 3º previa que o coral aceitaria servidores da administração direta e indireta (como autarquias e fundações), o artigo 10 restringia o pagamento da ajuda de custo de R$ 200,00 apenas aos servidores da administração direta. Com a aprovação da emenda, a igualdade de direitos foi restabelecida, garantindo que qualquer servidor do município receba o incentivo financeiro de forma justa.

 

Agora, o Projeto de Lei nº 135/2026 segue para sanção do prefeito Aurélio Goiano e entrará em vigor na data de sua publicação.

 

 

Texto: Nayara Cristina / Fotos: Renato Resende (AscomLeg 2026)

 

29 de junho de 2026

Graciele Brito solicita implantação de pontos de apoio para mototaxistas e defende doação simplificada de móveis públicos

 Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Parauapebas de terça-feira (23), a vereadora Graciele Brito (União) apresentou duas indicações com propostas de inovações sociais e administrativas para o prefeito Aurélio Goiano (Avante). 


Pontos de apoio com estrutura básica para mototaxistas e entregadores

A primeira matéria apresentada pela parlamentar foi a Indicação nº 444/2026, na qual propôs ao Poder Executivo que instale pontos de apoio estruturados em locais estratégicos da cidade para atender mototaxistas, entregadores por aplicativo e demais profissionais que utilizam a motocicleta como ferramenta de trabalho.

 

A vereadora ressaltou que essa categoria enfrenta rotinas exaustivas nas ruas, exposta ao sol forte e às chuvas, muitas vezes sem acesso a condições básicas de higiene e descanso ao longo do dia. O projeto sugerido prevê locais equipados com cobertura, banheiros públicos, água potável, pontos para recarga de celulares e espaço adequado para repouso entre as corridas, garantindo mais dignidade e segurança a esses trabalhadores.

 

“Valorizar esses profissionais é reconhecer a importância do trabalho que realizam diariamente para a população. São trabalhadores que movimentam a cidade, ajudam o comércio local, garantem rapidez nas entregas e prestam serviço de grande utilidade para milhares de pessoas”, justificou a vereadora.

 

Doação desburocratizada de bens móveis a entidades

No campo da gestão patrimonial, Graciele Brito apresentou a Indicação nº 445/2026 sugerindo que a prefeitura realize um estudo técnico para desburocratizar e facilitar o processo de doação de bens permanentes inservíveis da administração pública municipal.

 

Trata-se de móveis, cadeiras, computadores e demais equipamentos que perderam a utilidade para as repartições do governo, mas que ainda se encontram em condições de uso ou reparo. A intenção da vereadora é agilizar o repasse legal desses itens para que sejam reaproveitados e ganhem uma "segunda vida" nas mãos de organizações não governamentais, cooperativas, associações de moradores e entidades beneficentes sem fins lucrativos que atuam na cidade e muitas vezes não possuem verba para mobiliar suas sedes.

 

“A desburocratização desse processo pode transformar bens parados em instrumentos de apoio para quem realiza ações sociais, ambientais, educacionais, culturais, esportivas e de geração de renda. Além do impacto social, a medida também contribui para a sustentabilidade e para a boa gestão do patrimônio público, pois incentiva o reaproveitamento de materiais, evita desperdício, reduz o acúmulo em depósitos e fortalece práticas de economia circular no município”, argumentou.

 

Aprovação

As duas indicações foram aprovadas e seguem agora como sugestões formais para as secretarias municipais competentes, que devem avaliar a viabilidade de colocar em prática as sugestões de Graciele Brito.

 

Texto: Nayara Cristina / Foto: Paula Gastão (AscomLeg 2026)

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