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6 de setembro de 2022

Diário de uma mãe: trabalhando minha motivação

 



Falei outro dia no Blog  que eu criei uma rotininha pra ele, pois bem. Rotinas as vezes fogem dela mesma, (risos). Mas estarei sempre por aqui. Tentando e tentando colocá-la em prática. 


Estou numa fase de luta com a minha motivação. Minhas "zero", habilidades de gerenciamento de tempo e trabalho. Preciso urgentemente encontrar um pouco de equilíbrio entre dedicar horas a algo e, em seguida, apenas alguns minutos para outra coisa. Bloqueio de tempo é algo que eu decididamente vou experimentar.  


Diminui também as pressões sobre mim. Não quero sofrer mais um burnout. 

Compartilhar nesse post  que o ar do carro foi arrumado e ficou top demais. Estou conseguindo executar as tarefinhas diárias e conciliado meu tempo para os estudos. Fiz até uns cursinhos extras essa semana 😍


Enfim, tenho praticado o autocuidado, e que nada tem haver com prateleiras cheia de cremes. É muito mais profundo. Tem haver com uma xícara de café quentinho as 6h da manhã, em deitar em lençóis limpinhos e perfumados com seu amaciante preferido e tirar aquele tempo precioso pra ler um livro.


E você já praticou o autocuidado hoje?

Me conta aqui nos comentários duas coisas que você faz como autocuidado.

Beijoss 👄👄




23 de junho de 2020

Diário de Uma Mãe: Meditação e Maternidade


O dog de você fazem meditação também?
O dog de vocês faz meditação também?

Oiêe vizinhas. 
Resolvi aparecer por aqui hoje, afinal é dia de São João, e precisamos acender a fogueira do nosso coração.
Estava off, como a maioria das pessoas, porém, off também aqui do Blog.
Aproveitei esses dias para me acalmar, me tranquilizar e podia ter aproveitado  o tempo livre para escrever sobre muitas coisas, mas simplesmente quis me aquietar, pois já parecia inverno aqui em casa, todos juntinhos e quietinhos.

Por uns dias estava deixando  o medo tomar conta de mim. E umas das coisas que gosto de fazer contra o pavor de dias ruins é meditar.
Nada melhor do que acalmar a mente para enfrentar com sabedoria os desafios que vivenciamos. E muita gente sabe disso, prova é que a busca pela palavra meditação na internet atingiu seu recorde.

A grande causa por essa procura toda são os efeitos nocivos de isolamento. As pessoas procuraram ajuda e isso é bom. Males como ansiedade, medo foram carros chefes nesses dias de quarentena.

Há centenas de milhares de pesquisas que atestam os benefícios da meditação para a saúde. De acordo com neurocientistas, a partir de oito semanas de prática de ao menos 30 minutos diários mostram mudanças nos padrões de ativação de cérebros saudáveis.

Para quem é mãe talvez não seja tão fácil tirar alguns minutos para meditar. Com as crianças em casa em tempo integral exigindo sempre  a nossa atenção chega a ser quase impossível praticar a meditação. Para isso eu comecei a incluir o Pedro Augusto nessa prática. Com tanta energia e sem poder sair de casa para atividades, passeios, praças, eu vi na meditação uma boa alternativa para o Pedro se acalmar mais, pois ele tem andado bastante agitado.

Confesso que também preciso me tranquilizar, para o bem estar e uma convivência saudável com os filhos, nós mães precisamos sempre estar buscando alternativas positivas para manter a disciplina e o diálogo.


Para meus leitores essa foto super fofa do Pedro Augusto fazendo caras e bocas quando disse que ele ia ficar 10 minutos quietinho de olho fechado ha, ha. 

Fotos: Habib Caiado
5 de dezembro de 2018

Diário de Uma Mãe: Maternidade em Duas Décadas


Fazia tempo que eu não escrevia esse quadro aqui no blog em, (risos). 
Pois bem, deixe-me valer deste precioso hábito de me expressar juntando as letras. 


Então, ontem minha primeira filha inteirou 20 anos. Uma data maravilhosa na vida de uma mulher e o que eu posso dizer é que se tornar mãe é uma das experiências mais incríveis e especiais que podemos experimentar durante a nossa vida, e com ela vem junto um turbilhão de sentimentos, medos e alegrias. 
Mães tem muito à compartilhar, à viver e à dizer! 
Acho que não há acontecimento mais poderoso do que a maternidade. Ela é capaz de mudar a cabeça de uma mulher e criar uma responsabilidade e amor jamais sentidos antes.

Desde minha infância queria ser mãe, isso era revelado quando eu brincava de boneca e dizia que era  a minha filha. Acho que toda mulher nasce com esse sagrado feminino dentro de si. 

E aos 19 anos eu me tornei mãe. Na verdade eu não esperava aquilo, ser mãe tão jovem. Mas aconteceu e eu posso dizer que foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida. Desde o primeiro momento que soube que ia ser mãe eu passei a amar aquela criança que eu sabia que estava sendo gerada dentro de mim.

Os primeiros meses foram fáceis, não sentia nada, nem parecia que estava grávida. No segundo trimestre da gestação as coisas começaram a se complicar. Eu fui diagnosticada com eclampsia e tudo mudou. O controle da pressão arterial tinha que ser feita todos os dias. Aquilo se tornou cansativo, eu inchei bastante, fiquei irreconhecível. 

Já no final do oitavo mês de gestação eu dei o início de uma crise eclâmptica e fui as pressas para o hospital. Não voltei mais para casa até minha bebê nascer.
Mesmo com a aflição dos médicos eu estava bem tranquila. Deus colocou uma paz dentro de mim. E aquilo foi especial e bom pra mim atravessar aquele momento. 

Já haviam me alertado sobre todos os riscos da eclâmpsia. Não tive medo em momento nenhum. Nos casos mais críticos eles sempre optam por salvar a vida da mãe. Mas isso não foi necessário. Minha filha nasceu bem e eu também fiquei bem. Saímos da maternidade 3 dias após a cesariana. 

Deus sempre foi bom e sempre será! Nesses 20 anos ele tem me mostrado a sua bondade e como eu fui feliz e abençoada com a minha filha, na verdade com meus 3 filhos, mas a Glória ela é uma menina especial. A sua generosidade chega a todos os espaços. Ela é responsável, sempre foi desde muito pequena. E sua maior característica é a obediência. Minha filha sempre me obedeceu. E isso é raro. 

Aos 20 anos está cursando o 4º período de Geologia por uma universidade federal. Isso já diz muita coisa sobre ela. São tantas qualidades que ficaria até cansativo pra vocês que lerem se eu as descrevessem. Não quero me envaidecer pelo caráter das minhas filhas, fico vigilante o tempo todo, pois é difícil sendo elas dotadas de tantas qualidades.

Meu aprendizado nessas duas décadas de mãe, é que eu preciso melhorar muito ainda como mãe e tutora. Aprender a amar mais meus filhos, pois o amor materno é um jogo de puxa e solta do caceta! Dizer não quando preciso, alertar, dar, tirar, tudo isso faz parte de nossa caminhada como mãe.  

E vocês me contem nos comentários sobre seus anos maternos.


3 de setembro de 2018

Como Disciplinar os Filhos Sem Punições


Um dos grande desafios da maternidade é disciplinar nossos filhos. Como cada um deles tem uma personalidade única, as vezes a mesma criação não vale para todos. Digo isso por que com cada filho eu uso um gingado diferente. Ser mãe na atualidade requer um tanto de jogo de cintura.



Com minha primeira filha foi tudo um aprendizado, com ela eu fui dura demais, exigente demais, apertei demais. Na adolescência ela me confidenciou que não estava mais aguentando o meu jeito de conduzir as coisas com ela. Foi quando eu busquei auxílio, conselhos e fui orientada a abrir um pouco a guarda.

Pense que seu filho é um passarinho e que você está segurando-o na sua mão. Se você apertar demais irá sufocá-lo, se abrir muito a mão ele irá voar. Então é preciso abrir a mão de um jeito que ele respire se aninhe e se sinta confortável e você não o perca.

Parece fácil, mas não é. Mesmo sem a presença paterna eu conseguir formar um bom ser humano, uma pessoa que nunca me trouxe maiores preocupações além das naturais de mãe. Posso dizer que aos 20 anos ela está com o caráter formado. Ufa, venci!

Já Maria Luiza também tem seu caráter moldado, a gente só consegue fazer isso até os 12 anos, passou disso minha amiga, pode até ser que você consiga, mas será um tanto mais difícil.

De agora para frente eu só tenho que acompanhar, incentivar e zelar por ela. Com o  Pedro Augusto, aos 4 anos na medida que ele vem crescendo, eu vejo que a necessidade de discipliná-lo está se tornando cada vez mais frequente.
Venho me questionando sobre a melhor maneira de ensiná-lo que certos comportamentos não são aceitáveis e como fazer que me filho obedeça sem gritos, palmadas ou ameças.

Tenho refletido sobre isso por que já usei todos esses “métodos”, com as meninas, afinal a gente acaba por repetir o estilo disciplinar dos nossos pais. O que não seja errado. Mas vejo que isso não é legal, as coisas podem ser feitas de uma forma melhor, mais suave, sem estresses. Com  o Pedro tenho adotado outro tipo de disciplina. O ensinar sem castigar.

Não quero repetir erros na maternidade de punir meu filho nem fisicamente e muito menos psicologicamente. Quero sim disciplinar objetivando ele a controlar seus impulsos para não ter comportamentos inapropriados. A disciplina deve ser positiva.

Um relacionamento entre mãe e filho baseado no medo de possíveis punições não é um relacionamento positivo. Eu falo isso com propriedade por que mesmo alcançando bons resultados com a minha primeira filha eu sei que eu teria conseguido os mesmos resultados com ela se tivesse agido com mais diálogo ao invés de punições.

Quero transmitir segurança, firmeza aos meus filhos e não medo ou insegurança. A disciplina positiva envolve a maternidade de uma forma calorosa, amável e respeitosa, com limites justos e firmes e consequências relevantes e razoáveis.

Ressaltando que disciplina positiva não significa deixar o seu filho fazer o que ele quer. Os pais que permitem isso irão sofrer as consequencias juntos com seus filhos quando os mesmos tiverem na vida adulta ou até mesmo antes disso, quando se tornarem delinquentes juvenis.

Quando me candidatei a conselheira tutelar eu quase degustei o ECA, nele tem um artigo que fala sobre nós pais e responsáveis não constranger os filhos. Eu venho zelando por isso. A punição gera esse constrangimento, e isso pode despertar sentimentos de ressentimento, retaliação, humilhação e comprometer a relação de confiança entre pais e filhos.

Uma das formas de conseguir que meu filho obedeça as disciplinas é o elogio. Quando ele me deixa falar ao telefone, eu o elogio que ele foi um rapazinho se comportando bem durante o tempo que eu falo ao telefone. É positivo elogiar quando se comportam bem, isso não deve virar um costume, pois eles também precisam saber que o bom comportamento não é uma consdicionante ou uma obrigação, é o dever de todos, se comportar bem.

A disciplina positiva sempre será gentil, e isso não é desinteressante, pelo contrário, é maternidade ativa, interessada, parentalidade engajada. É na escolha e manutenção da disciplina que a maternidade intencional se distingue. Os limites dados aos nossos filhos devem sempre zela por  orientar, em vez de controlar ou punir.

Lembrando sempre que cada mãe e pai tem tem a liberdade de educar os filhos da forma que melhor acreditam e que ninguém deve interferir nisso. O Estado coloca limites em casos de excessos.

A disciplina positiva vai desencadear filhos mais autônomos no que tange as responsabilidades adquiridas na infância e adolescência. Não sou psicóloga, nem coach nada disso. Sou mãe, eu mudei minha forma de educar, venho usando a maternidade intencional com meus filhos e vejo um bom resultado na Maria Luíza e no Pedro Augusto.



4 de abril de 2018

Diário de Uma Mãe: Eu Pratico o Homeschooling


Bom dia bloguetes.

Quero abrir hoje um novo conceito educacional para minhas leitoras. Algumas estão iniciando a carreira de mãe. E todas nós almejamos sucesso nessa missão chamada, “maternidade”. Então, quero socializar de uma experiência que tive com a Maria Luiza e agora com o Pedro Augusto.
Eu escolhi o conceito homeschooling para meu filho Pedro. O que é isso. Eu explico. Homeschooling é um termo inglês, que quer dizer ensino doméstico ou educação escolar em casa. 

Acho que nem compartilharia com vocês essa experiência, mas como outro dia uma mãe que mora aqui no prédio onde eu moro, me perguntou se o Pedro já estava na escola. Eu disse que não, então ela retrucou, “Ah, mas já está na hora dele estudar”, então eu prontamente respondi. "Mas ele estuda"! Ela esbugalhou os olhos pra mim e ficou meio que sem entender nada.



Então, meu filho estuda, em casa, comigo.  Ele tem apenas 3 anos, por que necessariamente ele tem que ir a escola. Sinceramente eu não entendo por que eu preciso ser Maria vai com as outras. Só por que todas as minhas amigas colocam os filhos na escola aos 3 anos eu necessariamente tenho que colocar.
Não, concordo com a massa que segue a sociedade como uma boiada.

O método homeschooling  é pouquíssimo usada no Brasil e ainda nem é regularizado. O termo ainda divide opiniões entre famílias e educadores. Como meu filhote ainda não está na idade obrigatória de frequentar a escola eu iniciei esse método aqui em casa pois entendo que é bom pra ele, para mim e para toda a família. Falo idade escolar por que como o termo não é ainda legalizado no país se você praticar o homeschooling em idade escolar, você vai estar infringindo o Eca, que diz que toda criança deve estar regularmente matriculada em uma unidade escolar, seja ela pública ou privada.



Então quero ressaltar que eu pratico o homeschooling em meu filho, não sei se farei até a idade escolar que é de 7 anos. Por enquanto é o método que está nos atendendo nesse momento.

Iniciei esse método com a Maria Luiza, confesso que desconhecia esse termo na época. Com Maria Luiza foi super diferente do Pedro. Ela foi para escola aos 4 anos, pois eu tinha uma carga de trabalho intensa na época. Mas ela não se adaptou a vida escolar. Ela chorava e não queria ficar na escola. Tentei um mês, mas ela estava super desgastada. Lembro de um dia ela me dizer que não queria ir para a escola por que lá fazia muito barulho. Então eu percebi o mal que estava fazendo a minha filha. Então naquele momento eu optei por contratar uma babá. E eu mesma passei a ensinar algumas coisas no pouco tempo livre que eu tinha com elas.


Vejo o quanto fui assertiva na minha decisão de não forçar ela nos estudos naquele momento. Ela só foi para a escola aos 6 anos, e super se adaptou, sem nenhuma rejeição. Vi o quanto ela estava preparada para iniciar sua vida escolar. A minha intenção sempre foi educação de meus filhos agregada ao bem estar deles, mantendo uma mentalidade do não supérfluo e sim apenas o necessário para vivermos bem e em paz.  


Não sou a favor exclusivamente da educação escolar em casa  ou contra. Sou a favor do que é melhor para a família, e nesse momento o melhor para mim e Pedro é mesmo ensinar ele em casa. Minimalizar a vida significa muito mais pra nós. Podemos compartilhar da companhia um do outro integralmente. Isso é uma coisa que escolhi, desde a minha terceira gestação. Além do mais, isso também inclui a redução de custo. Aqui vivemos apenas com renda de uma pessoa, que nesse momento não tem um ganho fixo mensal. Assumir um compromisso de educação externa seria colocar em risco ainda mais nosso orçamento.

Então vejo que dá para conciliar as coisas. Nem tudo pode ser trágico e nem precisa ser repetitivo nas famílias. A escola não é a única via que oferece socialização. Temos nossa religião, onde tem muitas crianças, temos outras famílias que são nossos amigos, a família que é bem grande. Então não vejo motivos para colocar meu filho em uma creche ou escola nesse momento.

A educação domiciliar permite um tempo familiar amplo e intencional. Isso me permite passar valores aos meus filhos de como usar as circunstancias a favor da vida. Seja essas circunstância dinheiro, ou a falta dele. Isso vem melhorando a nossa capacidade de interagir e nos conhecer mais, para nos amar mais.  São laços afetivos para aprender, é algo bem maior que o simples fato de ensinar português ou matemática.

Confesso que estou amando isso, ensinar em casa é gratificante pois a gente acompanha cada desenvolvimento. Uma das minhas maiores frustrações foi quando minha filha Glória aprendeu a ler aos 3 anos de idade e eu me perguntei, “Onde eu estava quando isso aconteceu”. Foi uma fase importante que eu perdi.

Nesse momento ensinar meu filhote em casa é a melhor opção,  é o melhor uso de nossos recursos e é vida útil para nós. 

Quero saber se tem alguma mamãe que pratica o homeschooling em casa também. Me conta sua experiência!


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