26 de janeiro de 2016

Diário de Uma Mãe: Férias na Fazenda com Suaves Lembranças

Nosso final de ano, passamos na Fazenda Serrotão, localizada próximo a zona urbana de Canaã dos Carajás. A propriedade é do senhor meu pai, Francisco Rufino, seu Chico para os íntimos, rssss. Foi nesse lugar de descanso maravilhoso onde eu passei boa parte da minha infância.  E hoje poder levar meus filhos para passar os finais de semana e férias para mim é algo satisfatório, sublime mesmo. Dizer a eles, "olha eu subia nessa árvore quando tinha a sua idade, mamãe banhou nessa represa quando criança", é então perceber que o tempo é presente, o tempo se eterniza quando vivenciamos nossas travessuras de crianças em nossos filhos. 




Foram dias de descanso, de pão de queijo quentinho, de café da roça, hummmm. Sabe aquele cheiro da casa da mãe, cheiro de infância, de terra molhada, pois é. Tudo isso está bem presente em minha memória. Passar os dias na roça foi especial demais pra mim que me tornei uma pessoa quase urbana. Não posso nem falar que as crianças adoraram. Maria Luiza disse que queria se aventurar, e assim fez, atravessou no meio do gado como se fossem gatinhos indefesos. Foi no meio do pasto buscar adubo de uma palmeira que havia caído há dias, para a avó colocar nas plantinhas,  enfim não dá para dizer que ela não se divertiu.


A presença da nossa tia que veio de Teresina, fez tudo mais saudoso. Nós duas na rede, ela de lá e eu de cá. Suas histórias de quando era jovem embalou uma viagem a década de 40, e num imaginário quase poético pude mergulhar no tempo e nos costumes da época. Os namoro recatados, segundo ela mesma conta, não podia nem sequer pegar na mão. Para mim, que conversar com pessoas mais velhas é quase que um presságio , um "ode", ou algo parecido, não posso descrever esses momentos riquíssimos que pude vivenciar ao lado da minha tia e da minha família.





O Pedro aproveitou o amplo espaço da sede para brincar e correr com os primos Nicole e Ruan.





Meu velho pai ensinando os netos a fazerem uma arapuca. O Pedro também quis participar. De pé no chão como todas as crianças estavam, pisar no chão descalço e ter contato com o solo, com a terra que é sempre terra. Uma tarde maravilhosa com o vovô Chico.




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