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4 de abril de 2018

Diário de Uma Mãe: Eu Pratico o Homeschooling


Bom dia bloguetes.

Quero abrir hoje um novo conceito educacional para minhas leitoras. Algumas estão iniciando a carreira de mãe. E todas nós almejamos sucesso nessa missão chamada, “maternidade”. Então, quero socializar de uma experiência que tive com a Maria Luiza e agora com o Pedro Augusto.
Eu escolhi o conceito homeschooling para meu filho Pedro. O que é isso. Eu explico. Homeschooling é um termo inglês, que quer dizer ensino doméstico ou educação escolar em casa. 

Acho que nem compartilharia com vocês essa experiência, mas como outro dia uma mãe que mora aqui no prédio onde eu moro, me perguntou se o Pedro já estava na escola. Eu disse que não, então ela retrucou, “Ah, mas já está na hora dele estudar”, então eu prontamente respondi. "Mas ele estuda"! Ela esbugalhou os olhos pra mim e ficou meio que sem entender nada.



Então, meu filho estuda, em casa, comigo.  Ele tem apenas 3 anos, por que necessariamente ele tem que ir a escola. Sinceramente eu não entendo por que eu preciso ser Maria vai com as outras. Só por que todas as minhas amigas colocam os filhos na escola aos 3 anos eu necessariamente tenho que colocar.
Não, concordo com a massa que segue a sociedade como uma boiada.

O método homeschooling  é pouquíssimo usada no Brasil e ainda nem é regularizado. O termo ainda divide opiniões entre famílias e educadores. Como meu filhote ainda não está na idade obrigatória de frequentar a escola eu iniciei esse método aqui em casa pois entendo que é bom pra ele, para mim e para toda a família. Falo idade escolar por que como o termo não é ainda legalizado no país se você praticar o homeschooling em idade escolar, você vai estar infringindo o Eca, que diz que toda criança deve estar regularmente matriculada em uma unidade escolar, seja ela pública ou privada.



Então quero ressaltar que eu pratico o homeschooling em meu filho, não sei se farei até a idade escolar que é de 7 anos. Por enquanto é o método que está nos atendendo nesse momento.

Iniciei esse método com a Maria Luiza, confesso que desconhecia esse termo na época. Com Maria Luiza foi super diferente do Pedro. Ela foi para escola aos 4 anos, pois eu tinha uma carga de trabalho intensa na época. Mas ela não se adaptou a vida escolar. Ela chorava e não queria ficar na escola. Tentei um mês, mas ela estava super desgastada. Lembro de um dia ela me dizer que não queria ir para a escola por que lá fazia muito barulho. Então eu percebi o mal que estava fazendo a minha filha. Então naquele momento eu optei por contratar uma babá. E eu mesma passei a ensinar algumas coisas no pouco tempo livre que eu tinha com elas.


Vejo o quanto fui assertiva na minha decisão de não forçar ela nos estudos naquele momento. Ela só foi para a escola aos 6 anos, e super se adaptou, sem nenhuma rejeição. Vi o quanto ela estava preparada para iniciar sua vida escolar. A minha intenção sempre foi educação de meus filhos agregada ao bem estar deles, mantendo uma mentalidade do não supérfluo e sim apenas o necessário para vivermos bem e em paz.  


Não sou a favor exclusivamente da educação escolar em casa  ou contra. Sou a favor do que é melhor para a família, e nesse momento o melhor para mim e Pedro é mesmo ensinar ele em casa. Minimalizar a vida significa muito mais pra nós. Podemos compartilhar da companhia um do outro integralmente. Isso é uma coisa que escolhi, desde a minha terceira gestação. Além do mais, isso também inclui a redução de custo. Aqui vivemos apenas com renda de uma pessoa, que nesse momento não tem um ganho fixo mensal. Assumir um compromisso de educação externa seria colocar em risco ainda mais nosso orçamento.

Então vejo que dá para conciliar as coisas. Nem tudo pode ser trágico e nem precisa ser repetitivo nas famílias. A escola não é a única via que oferece socialização. Temos nossa religião, onde tem muitas crianças, temos outras famílias que são nossos amigos, a família que é bem grande. Então não vejo motivos para colocar meu filho em uma creche ou escola nesse momento.

A educação domiciliar permite um tempo familiar amplo e intencional. Isso me permite passar valores aos meus filhos de como usar as circunstancias a favor da vida. Seja essas circunstância dinheiro, ou a falta dele. Isso vem melhorando a nossa capacidade de interagir e nos conhecer mais, para nos amar mais.  São laços afetivos para aprender, é algo bem maior que o simples fato de ensinar português ou matemática.

Confesso que estou amando isso, ensinar em casa é gratificante pois a gente acompanha cada desenvolvimento. Uma das minhas maiores frustrações foi quando minha filha Glória aprendeu a ler aos 3 anos de idade e eu me perguntei, “Onde eu estava quando isso aconteceu”. Foi uma fase importante que eu perdi.

Nesse momento ensinar meu filhote em casa é a melhor opção,  é o melhor uso de nossos recursos e é vida útil para nós. 

Quero saber se tem alguma mamãe que pratica o homeschooling em casa também. Me conta sua experiência!


16 de abril de 2020

Educação na Quarentena, Oportunidade de Testar o Homeschooling


Durante toda minha vida materna acompanhei de perto a educação de meus filhos. Assim como eu muitas mães estão tendo a oportunidade de conviver mais com seus filhos, nesta quarentena, sobretudo para garantir que o processo formativo e de aprendizagem continue neste momento de isolamento social. 


Agora como fazer isso se as tarefas não chegam. A minha facilidade é que já pratiquei com o Pedro Augusto homeschooling antes dele ir para escola. Muitos orientadores destaca a necessidade da adoção de estratégias para aprender durante o isolamento social, sob pena de graves perdas no processo educativo dos alunos, em decorrência das limitações de aprendizagem sem a presença física do professor. Agora como pensar em assegurar apoio aos pais para que possam apoiar o aprendizado dos alunos mediante tanta coisa acontecendo.

Uma situação excepcional e complexa não demanda uma resposta simples, mas, sim, respostas complexas e embasadas. Essas, por sua vez, apesar da necessidade de celeridade, demandam planejamento, ciência, método e disciplina. 

Como existe uma briga sobre a aprovação da prática do homeschooling no Brasil, chegou a oportunidade inusitada que todos queriam para testar a eficácia  ou não do método. Pais, adeptos do ensino domiciliar, profissionais da educação e autoridades políticas poderão ver resultados na prática e discutir de forma melhor as políticas públicas para a educação no Brasil.

Uma coisa é certa. Após a pandemia do COVID-19, a sociedade não será a mesma. Consequentemente, a educação, também não será a mesma. Como exemplo, temos as tecnologias educacionais que serão realidade e que deverão fazer parte da rotina pedagógica em todas as redes. Porém, para a educação infantil nada foi pensado ainda, ou se foi não chegou ao meu conhecimento, digo a nível municipal.



Cumpre ressaltar, por fim, que o desafio da aprendizagem, neste momento, é emblemático e urgente, contudo, tão ou até mais relevante, é a situação da aprendizagem pós-pandemia. Como será o retorno dos estudantes para a escola? Enfim, essa e uma série de questões precisam ser debatidas, enfrentadas e serão tratadas em outra oportunidade.

O que o Governo do Município está fazendo de imediato é colocar merenda na mesa do estudante. Para isso a gestão municipal criou o auxílio merenda que vai durar até o estado de calamidade. 

No mais sem grande novidades no setor educacional. Vamos fazer a nossa parte cuidando da educação dos nossos filhos. 


11 de abril de 2018

Diário de Uma Mãe: A Dor da Separação de Um Filho


Ainda seguindo dentro do post anterior do quadro Diário de Uma Mãee, eu quero compartilhar com vocês mamães a experiência da dor da separação dos nossos filhos quando eles vão para o ambiente escolar.



Veja bem, a minha filha Gloria, foi para a escola aos 2 anos e meio de idade. Lembro que ela ainda dormia durante o dia. Aquilo foi cruel demais, aquela separação, acho que até hoje me sinto culpada. Mas colocar ela na escola naquele momento foi necessário, pois eu precisava terminar o ensino médio. Ou talvez nem precisava naquele momento, mas a minha inexperiência de mãe, não me fez pensar da forma que penso hoje. Eu achei mais seguro ela ficar na escola no período que eu também estudava do que contratar alguém para cuidar dela. Eu não confiava em ninguém. 

"A consequência dela ter ido tão cedo para a escola resultou em um cansaço grande na sua adolescência. Ela terminou o ensino médio tendo complicações com notas baixas, devido ao cansaço físico e mental agregado ao excesso de estudos para o vestibular."

Um dia ela virou pra mim e me disse. “Mãe eu me sinto cansada dos estudos, comecei estudar muito cedo, queria ter um ano de descanso”. Aquilo me tocou profundamente e eu me senti tão culpada. 
O resultado de tudo isso foi que ao terminar o ensino médio ela disse que não queria ir pra faculdade, (isso aos 17 anos). A justificativa dela foi louvável. “ Mãe eu sou muito nova para ir pra uma universidade, é um mundo novo, todo diferente, eu não me sinto preparada e eu quero descansar por um período de 1 ano para então me revigorar minhas energias e ir para a faculdade”. O que eu pude fazer naquele momento foi atender minha filha. Então ela fez o que ela quis. Ela merecia aquele descanso. Na verdade ela nesse período de um ano fez um cursinho pré-vestibular, mas sem aquele compromisso de passar de ano de concluir uma etapa, sabe.

Com todos esses erros e acertos eu vejo que a maternidade não é só pari um filho, cuidar e fazê-lo dele uma pessoa de bem. A maternidade é mais do que isso, é um estica e puxa, um jogo de cintura do cacete, (risos). A flexibilidade é deve ser uma característica de toda mãe, (confesso que não era meu forte até algum tempo atrás), mas hoje vejo tudo diferente. Se eu tivesse sido mais leve, mais flexível e cedido mais, talvez eu tivesse sido mais amiga de meus filhos e não somente a mãe. Se bem que minha filha Glória já me disse algumas vezes que se eu não tivesse sido durona talvez ela não fosse quem ela é hoje. Isso é bem confortante. Me sinto menos culpada por ter falhado com a minha filha. Sei que não deveria me sentir assim, mas eu sei que falhei com ela inúmeras vezes. 

Hoje ela já com seus 19 anos, logo que alcançou a idade adulta foi morar em outra cidade, cursar faculdade, morar sozinha e seguir uma nova etapa em sua vida. Novamente a dor da separação bateu forte em mim. Mas eu amo a minha filha não posso ser egoísta e devo sempre apoiá-la, afinal está acontecendo o que sempre sonhamos e planejamos muitos anos. Ela está na universidade.

Então quando eu pratico o homeschooling com o Pedro Augusto eu estou evitando essa separação precoce entre eu e ele. 


Beijinhos até a próxima quarta com mais um quadro "Diário de Uma Mãe" .


Compartilhar com vocês algumas fotos de quando minha filha Glória foi para a escola. A primeira professora dela, a primeira festinha junina.


 



Lembro que no dia da festa junina o par dela não foi. Fiquei super chateada com a mãe do garoto que não o levou para a festinha. Afinal minha filha havia ensaiado, eu comprei a roupinha e no dia ela ficou sem o par. Então a professora dela pediu outro menino da pré-alfabetização para dançar com ela. Eu quando vi o tamanho do garoto pensei. Ela não vai querer dançar com esse menino, afinal não era coleguinha da sala dela. Mas ela aceitou, desde pequena sempre mostrou sinais de aceitação, obediência. 
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