22 de julho de 2018

Quando Sua Filha Troca o Balé pelo Freestyle

Muitas mães que tem filhas sonham em colocá-las no balé e vê-las vestidas com aquela roupinha de bailarina, fazendo passos da dança de balé e blá, blá, blá. 

Bem comigo não aconteceu isso. Se teve uma coisa que eu sonhei que minha filha fizesse, (a primeira filha), foi ginástica olímpica, pelo simples fato dela ser pequenininha e magrinha. Ela poderia ter gostado se houvesse feito. Não fez até por que isso está fora de cogitação nessa região onde moramos. 

Enfim, voltando ao tal do balé, eu coloquei Maria Luiza, quando ela tinha 7 anos. Mas não foi por que era menina e eu queria realizar um sonho da filha bailarina, foi pelo simples fato que eu queria colocar mais delicadeza na Maria Luiza.  Ela desde pequena sempre teve um jeito meio diretão, decidida, e tinha um agravante. A voz, a voz da Maria Luiza era tenor ha, ha, ha. Sério, ela tinha dois aninhos e quando ela falava as pessoas comentavam, "ela tem a voz grossa né". 

Mas isso foi mudando, hoje ela já fala super normal, as vezes até fino demais rsss. 

A gente que é mãe tem a cabeça cheia de caramiolas pela questão cultural mesmo a qual estamos inseridos, eu pensei com meus botões que eu precisava fazer algo que colocasse a Maria Luiza mais com jeito delicado, de menininha mesmo, mais suave, com mais temperança. Foi então que a coloquei nas aulas de balé. 

Isso foi a maior furada. Ela não se identificou, mas ainda ficou 2 meses. Já vi de cara que não ia dar certo no dia que eu fui comprar a roupa do balé, onde eu mostrei as cor de rosa e ela disse que queria a preta. Eu comprei, era super diferente, só tinha ela de roupa preta no de balé ha, ha. 

Onde ela fazia as aulas era na Casa da Cultura, na cidade de Canaã dos Carajás, onde morávamos na época. E lá também havia outras oficinas de diferentes estilos de danças. Um belo dia ao chegar em casa, Maria Luiza vem toda emponderada põe a maozinha na cintura e diz: mãe eu não quero mais fazer balé, eu quero fazer freestyle.

-Fre, fre, fre o que menina.
- Freestyle mãe!

Vocês conseguem imaginar a cena, pois é. Eu fui ver uma aula desse tal freestyle. E não é que achei super interessante. Então permiti que ela fizesse. Logo de cara ela quis abandonar de vez o balé e ficar só no freestyle e em menos de 2 meses o grupo estava fazendo apresentações em eventos.



O Grupo: Tinha meninas de várias idades e isso era super legal. Mas a atração mesmo era ela e a Luana, uma colega da idade dela. 



Estão vendo essa garotinha fazendo um passe super difícil, com a cabeça no chão e ainda rodopiava he he. É minha filhotinha super destemida Maria Luiza.

Viemos embora para Parauapebas e aqui na época e acho que até hoje não tem escola que oferece essa modalidade de dança. Então ela parou de dançar. 

Isso me ensinou muito sobre a personalidade da minha filha. Nós mães devemos sempre incentivar os filhos no que eles se propõe a fazer, e incentivá-los a continuar. Isso, os fortalece e os educam para ser pessoas decididas na vida adulta.


Freestyle (estilo livre)

Originado em meados da década de 80 na chamada Golden Age (Era de Ouro), o Hip Hop New Style e House Dance em Nova York e Los Angeles, e o Electro Dance em torno de 2000 na França. Tal nome se deve ao fato de esse estilo/modalidade de dança ser baseada em toda a forma de Social Dance ou Street Dance. Embora alguns desses estilos originalmente evoluído separadamente, a maioria delas hoje são associados com a cena hip hop, como eles compartilham muitos elementos de dança de rua.

O Freestyle trata-se da modalidade mais freqüente na mídia hoje, em Videoclipes de música Rap, R&B e Pop (filme Honey de 2003). Não é dançada somente no acento rítmico da batida, mas também nas convenções vocais e instrumentais da música.

Bjinhos ❤

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