10 de setembro de 2017

Diário de Uma Mãe: Uma Nuvem Chamada Burn Out

Oiêeee bloguetes!!

Eu preciso escrever esse post por uma questão de saúde, pois sinto que escrever talvez não seja a única saída, mas confesso não estou nem um pouco afim de procurar um psicólogo e nem tenho grana para tal.

Então sugiro que vc pegue um ☕ por que a narrativa é longa he, he.

Enfim, mesmo sem trabalhar fora no momento eu tenho um dia a dia atarefado, rotinas a cumprir, o cansaço físico e a pressão para ser uma mãe de verdade para meus filhos vem me causando um estresse que eu mesma diagnostiquei que venho sofrendo da síndrome do burn out parental.



Cientistas classificam o burn out parental como um cansaço profundo, emocional que afeta nosso psicológico.  A principal consequência desse distúrbio é uma distância afetiva dos filhos. Percebi isso outro dia quando gritei com o Pedro e perdi a paciência com ele.
Nessa busca incessante de ser uma mãe perfeita acabamos sendo vítima do estresse que a maternidade traz. E quando tem uma outra pessoa reforçando que nossos filhos não nos dão tempo, nos sugam e estão sempre fazendo algo para ter nossa atenção, se não tivermos um equilíbrio está sujeito a acreditarmos nisso e vitimizarmos nossos filhos ao descuido e a constrangimentos.

Fico super chateada por terem pessoas que apesar de terem filhos não sabem nada da essência do que é cuidar de uma criança, principalmente na primeira infância. São perfeitos amadores que não sabem que crianças querem sempre o pai ou a mãe por perto, crianças não se entretém sozinhas, lendo um livro calmamente quietas numa poltrona. O mundo de uma criança não é como o de um adulto, para eles tudo é descoberta; um mistério insolucionável, e a criança quer compartilhar isso com quem está ao seu lado, ou seja, com a mãe ou com o pai.
Tem gente que não sabe que  fazer uma criança pegar no sono é um verdadeiro Deus nos acuda. Um simples arrastar de cadeira pode estragar tudo, e lá se vai mais meia hora até ela voltar a cochilar.

As vezes a rotina da casa e das crianças me deixam exausta, mas decidi que não vou procurar ajuda médica. Quero resolver isso sozinha, pois sei que essa situação não é saudável para meus filhos e nem para mim. Sei que posso trazer o equilíbrio para minhas tarefas e não devo me sentir culpada quando deixar meus filhos em segurança com as tias, irmãos, para também ter direito a uma folga e fazer programações que não incluem crianças.

Caramba, mas quem nunca se sentiu culpada por estar na balada e ter deixado o filho com uma irmã. Mas será que essa culpa é válida. Será que quando nos tornamos mãe nossos direitos individuais terminam. Simplesmente não sei responder isso, pois as vezes penso que sim, outrora penso que não. Quando penso que sim é por que meus filhos  é a coisa mais importante na minha vida. Não existem nada e nem ninguém mais importante que eles. E isso inclui eu também, nem eu sou mai importante que eles, então minhas “prioridades” já não são mais prioridades.

É difícil falar sobre isso. Poxa, será que vou ter que procurar um psicologo, mesmo, (risos). Brincadeiras a parte, eu já venho criando formas de tratar esse mal que se instalou na minha vida materna. Depois conto tudo aqui como fizemos. E por favor, não me julguem pois eu não estou reclamando de ser mãe, e quero ressaltar que tenho maior respeito pelas mães que cuidam de três ou mais filhos, assim como aquelas que cuidam de crianças especiais e também tem uma rotina super cansativa.


Bay amores. ❤ 

Comentem aqui ↓ sobre a experiência de vocês com o cansaço físico maternal.
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